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BLOG INFORMATIVO

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

"PAZ SEM VOZ NÃO É PAZ É MEDO"*

"Qual a paz que eu não quero ter para tentar ser feliz?”
(O Rappa)

(Força Nacional vigiando o povo em Murici-AL)


Companheiros, desde as enchentes que atingiram a população em Alagoas que o estado vem se aproveitando para realizar uma intensa corrida cada vez mais militarizada. Proporcionando ações repressivas como revistas arbitrárias, toques de recolher, interrogatórios clandestinos e freqüentes torturas contra os filhos do povo.

Além de terem perdido tudo, o povo alagoano ainda tem que se submeter a estas intervenções fascistas protagonizados pelo estado. A polícia afirma que estas medidas são para a segurança do próprio povo, MENTIRA! É fato que em Murici apesar de toda a repressão que a Força Nacional, BOPE, PM, Polícia Civil e Guarda Municipal impõem ao povo, sabe-se que dentro dos refúgios a violência é uma constante, já aconteceu tentativa de estupro, assassinato, tráfico de drogas até a morte de criança por doenças até agora não identificadas. Em União dos Palmares, pequenos furtos são freqüentes e crianças e idosos são expostos a doenças todos os dias.

Conclusão, estas medidas anti-povo que o estado fascista brasileiro esta impondo as populações alagoanas é apenas para sufocar as possíveis revoltas que o povo venha a ter. Manter as pessoas presas em seus abrigos, quando na verdade, na prática, estes são grandes prisões familiares para manter a paz e a velha ordem deste estado capitalista burocrático semifeudal.

*Trecho da música: Minha Alma (O Rappa)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

JUSTIÇA DO LATIFÚNDIO CONDENA PROFESSORA EM RONDÔNIA

Retirado do blog LUTA POPULAR



Jaru, 09 de setembro de 2010

Aos camponeses pobres, aos estudantes, aos operários e trabalhadores em geral, aos intelectuais honestos, aos movimentos e personalidades democráticas,

Em julho de 2010 saiu mais uma sentença absurda do judiciário rondoniense. A vítima desta vez foi a professora Yara Nogueira, da Escola Popular. Ela foi condenada ao pagamento de um salário mínimo ou ao trabalho comunitário (8 horas semanais por 3 meses) por poluição ambiental! Em abril de 2007, Yara e outros dois ativistas colavam cartazes pelas ruas de Jaru denunciando o julgamento do camponês Wenderson, conhecido como Ruço quando foram presos e interrogados pela Polícia Militar!

Desde 2003 a professora Yara atua na Escola Popular. Ela trabalhou com educação de crianças, de jovens e adultos em Corumbiara e em Theobroma e na formulação e apoio à Campanha de Alfabetização em todo o estado. Durante todos estes anos Yara também tem uma militância ativa no apoio à luta pela terra, por isto é conhecida e muito querida por camponeses e professores da região.

Esta foi a verdadeira causa da condenação de Yara: apoiar a luta camponesa. Mas a “justiça” esconde seus motivos com a desculpa de “crime ambiental”. Ora essa, se estivesse realmente interessada em coibir a poluição visual condenaria todos os candidatos que espalham suas mentiras por todas as cidades durante o período da farsa eleitoral. Condenariam igualmente os organizadores de festas, shows e rodeios que divulgam seus eventos com cartazes.

Mas esta é a realidade em Rondônia: apoiar a luta pela terra é crime!

Lembremos resumidamente o caso Ruço.

O camponês Ruço foi preso no início de 2003 e processado injustamente pela morte de um pistoleiro do latifundiário Antônio Martins dos Santos, conhecido como Galo Velho, um dos maiores grileiros de terras públicas da região. Seu processo foi um exemplo de como a “justiça” atua a serviço do latifúndio no estado. A juíza Fabíola Cristina Inocêncio Sarkis cometeu toda sorte de irregularidades, dentre as quais, o adiamento do julgamento de Ruço em setembro de 2006. Ela temia que o júri popular inocentasse Ruço, pois uma ampla campanha de nível nacional e internacional denunciando a farsa de sua condenação atingiu a população de Jaru. Panfletos, atos públicos, entrevistas em rádios, debates em salas de aula e inclusive uma Carta Aberta assinada por quase 500 entidades e personalidades democráticas de renome, esclareciam a verdade que era escondida pelos monopólios dos meios de comunicação.

Remarcado para abril de 2007, os movimentos, entidades e ativistas democráticos, dentre eles a professora Yara, se desdobraram para fazer nova campanha de propaganda. Novamente passaram em rádios, salas de aula, distribuíram panfletos e colaram cartazes pelas ruas de Jaru. Centenas de pessoas foram acompanharam o julgamento dentro e fora do Fórum e finalmente Ruço foi libertado.

As perseguições ao camponês Ruço, a sentença contra a professora Yara não nos surpreende mais. É a realidade da luta pela terra em Rondônia e em todo o Brasil. Justiça só existe para os latifundiários. Aos camponeses e seus apoiadores restam os despejos, criminalização e desmoralização, prisões, processos e o assassinato por pistoleiros.

Esta situação que tanto nos indigna, tem que nos mobilizar. Temos que ampliar a justa luta pela terra, sua divulgação e defesa pelos quatro cantos do país.
 
Pelo cancelamento imediato da sentença contra a professora Yara!

O povo quer terra, não repressão!

Morte ao latifúndio! Viva a Revolução Agrária!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

II SEMINÁRIO SOBRE CAPITALISMO BUROCRÁTICO-BRASIL



Aconteceu nos dias 30 e 31 de agosto, 01, 02, 03 e 04 de setembro de 2010, na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o segundo seminário sobre a tese do capitalismo burocrático. O evento contou como a contribuição do Prof. Dr. Vítor O. Martín Martín da universidade de La Laguna, Ilhas Canárias, Espanha e a Profª. Drª. Nazira Correia Camely Universidade Federal do Acre (UFAC) e Universidade Estadual Fluminese-RJ (UFF), ambos membros do GISAS - Grupo de Investigação sobre o Subdesenvolvimento e o Atraso Social.
A princípio de organização, quem propiciou o seminário foi o Grupo de Pesquisa Sobre Cultura, Identidade e Movimentos Sociais (GPCIMS), coordenado pelo Pof. Dr. Nascimento França, professor voluntário do curso de serviço social da UFAL, além do apoio incondicional do próprio curso de serviço social.
O seminário teve a participação de estudantes, professores, camponeses e militantes políticos. Durante toda a semana repleta de debates e constantes descobertas, vimos toda a dissecação do sistema capitalista e os seus aspectos em sua fase terminal, o imperialismo e como é a atuação deste nos países de capitalismo atrasado.
Vítor O. Martín Martín, “- O que produz o capitalismo burocrático é a semifeudalidade e a semicolonialidade”. Como chegar a esta afirmação? Entendendo que existem vários aspectos da burguesia: A Grande Burguesia que se divide em duas a Compradora que vive da importação de produtos e a Burocrática que vive do gerenciamento dos mecanismos estatais. A Média Burguesia ou burguesia nacional composta de estudantes, professores e industriários nacionais. A Pequena Burguesia, feirantes, comerciantes, artesãos. A semifeudalidade acontece geralmente em países de capitalismo atrasado, como o Brasil, onde ainda existem relações trabalhistas de caráter semifeudal, aqui no Brasil o coronelismo, nos países de língua espanhola gamonalismo ou caciquismo. Estas relações caracterizam e sustenta a economia, a política e influencia o desenvolvimento social interno do país, proporcionando um rodízio entre as oligarquias dominantes, o que impulsiona a burguesia burocrática a dominar e a compradora a facilitar a entrada do imperialismo colocando a nação numa situação de semicolonialidade diante das relações internacionais. Semifeudalidade um fenômeno interno e semicolonialidade um fenômeno externo, produzem uma sociedade capitalista burocrática.
Nazira Correia Camely, “- As ONGs são os novos agentes do imperialismo”. Conclusão da professora após realizar uma pesquisa na Serra do Divisor, no estado do Acre, divisa entre Brasil e Peru. Ela investigou a atuação das maiores ONGs que atuam no País, especificamente na Amazônia, e estas são; WWF, CI, TNC, AWF, WCS, SOS Amazônia, PESACRE e CTA. Todas estas são financiadas pelo imperialismo, sobre todos o norte-americano. Ela comenta que com a desculpa de reservar a floresta os ongueiros alienam a massa camponesa e os convertem em “guardiães da floresta” e não podem plantar, caçar, pescar, nem pegar madeira para fazer canoas e casas, não podem criar animais para não “danificar” a paisagem, etc. uma questão que Nazira colocou foi; “- Eles falam em preservar. Preservar para quem?” O camponês que realiza uma agricultura de subsistência é tido como o bruto que destrói a natureza e merece ser punido, mais os coronéis da região que se aliam as ONGs financiadas pelo imperialismo para exportar madeira e animais silvestres são os ambientalistas politicamente corretos que se beneficiam dos louros do estado. Prof. Vítor ainda argumentou sobre a pesquisa da Profª Nazira, ele classificou atuação das ONGs como uma evolução da semifeudalidade e as pontuou da seguinte forma; Novas formas de propriedade/latifúndio ecológico, Novas formas produtivas/Biotecnologia, Novas relações de produção/guardiães da floresta, Novo corporativismo/impulsionado pelos movimentos sociais.
O seminário foi encerrado com uma visita a Área Revolucionária José Ricardo em Lagoa dos Gatos-PE, uma das áreas mais desenvolvidas da Liga dos Camponeses Pobres – LCP. Na oportunidade alunos e professores puderam conhecer de perto a prática da ideologia do proletariado camponês. Após visitar as produções e conhecer o tempero da comida gostosa do campo, todos se reuniram num “palhoção” usado como auditório pelos camponeses para suas assembléias, nos reunimos para um papo com os trabalhadores e uma avaliação sobre o seminário e foi unânime uma experiência única.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

MORADORES DE DISTRITO ESTIMULAM BOICOTE ÀS ELEIÇÕES

Reportagem de Alex Capella e Paula Cristina Jales publicada jornal Hoje em Dia, de Minas Gerais, em 28 de agosto de 2010
Moradores de distrito estimulam boicote às eleições
Revoltados com a falta de assistência do poder público, os moradores de Fonseca, distrito de Alvinópolis (MG), pregam o boicote na eleição de outubro. Muros ganham mensagens estimulando os 900 eleitores a anularem o voto.

O voto é obrigatório a todo brasileiro com mais de 18 anos e com menos de 70. Porém, nada impede o eleitor de anular o voto diante das urnas. É com esse espírito que os moradores de Fonseca, distrito de Alvinópolis, na Região Central do Estado, pretendem comparecer às sessões eleitorais no dia 3 de outubro. Revoltada com a falta de água, com o saneamento básico precário, com a poeira e os buracos nas ruas, a população do distrito iniciou uma campanha contra o voto. Em vez de propaganda política, os muros de diversas casas ganharam mensagens incentivando o eleitor a não votar nas próximas eleições.
 
O distrito de Fonseca tem pouco mais de 3 mil moradores, sendo que 30% (ou 900) do total têm direito ao voto. Mas os eleitores pretendem abdicar do direito e da obrigação em protesto contra os políticos que “não fazem nada” pelo lugar. “Vivemos uma completa falta de assistência do poder público. Então, agora chegou a nossa vez de dar o troco nos políticos”, disse a dona de casa Maria do Carmo Carioca.
 
Os moradores de Fonseca reclamam da falta de água, da poeira e dos buracos nas ruas e da existência de um lixão na entrada do distrito. Segundo eles, nos últimos meses, diversos contatos foram feitos com vereadores e deputados estaduais e federais votados na região. No entanto, conforme os moradores, nenhum político se prontificou a ajudar a resolver os problemas do distrito. “O distrito não vem sendo beneficiado pelas políticas públicas. E os políticos não têm compromisso com o lugar. Então, também não teremos compromisso com nenhum político nas próximas eleições”, afirmou a estudante Taís Ribeiro dos Santos.
O descrédito da população de Fonseca com os políticos ganhou força, a partir de 2008, quando os moradores colocaram em discussão o processo de emancipação ao município de Alvinópolis. À época, a população já questionava a falta de investimentos públicos no distrito. Com o argumento, os moradores iniciaram uma campanha pela emancipação. 
 
O prefeito de Alvinópolis, João Batista Mateus de Moraes (PTB), questiona o movimento que incentiva a anulação do voto no distrito. Segundo João Batista, a prefeitura, em parceria com o Governo de Estado, vêm promovendo “uma série” de obras no distrito nas áreas de saneamento, drenagem e calçamento das vias. “Eles (moradores) não podem fazer esse protesto usando a prefeitura como exemplo. A nossa gestão vem fazendo diversas obras no local”, garantiu.
 
O prefeito cita como exemplo o convênio assinado em junho com o Governo estadual, quando foram liberados recursos da ordem de R$ 110 milhões para 207 prefeituras, voltados para projetos de melhoramento de vias públicas, revitalização e construção de praças, pontes, ginásios e complexos esportivos, construção de parques de exposição e áreas de eventos, além de obras de iluminação pública.
 
De acordo com o prefeito, o distrito recebeu investimentos de cerca de R$ 800 mil para obras de calçamento, drenagem e tratamento de água. “As obras de calçamento e drenagem vão demandar R$ 565 mil. Já as obras para tentarmos resolver a questão da água vão custar, inicialmente, R$ 190 mil. As obras estão em andamento”, assegurou.
 
Os moradores de Fonseca questionam o andamento das obras. Ressaltam, inclusive, que a questão da falta de água é um problema ‘histórico’ no distrito. Por sua vez, o Estado garante que faz o acompanhamento das obras conveniadas, desde o processo de licitação até a conclusão dos serviços. “O objetivo é garantir a transparência sobre a execução dos projetos e a melhor aplicação dos recursos públicos”, diz a assessoria. Por meio da Subsecretaria de Obras, o Estado diz que também fiscaliza a execução das obras, periodicamente, em todas as fases. A própria Subsecretaria realiza, ao final, um relatório das obras concluídas.
 

sábado, 14 de agosto de 2010

PCR, PACIFISMO E LEGALISMO RUMO A "REVOLUÇÃO" ELEITORAL BURGUESA

Porque não votar e não acreditar nas eleições burguesas?


Votar ou não nas eleições burguesas, por si só, não irá definir o princípio de ser ou não comunista, pois, sabe-se que durante um período da histórica luta de emancipação ideológica do proletariado, os comunistas tiveram participação ativa nos parlamentos, tribunas, dumas e sufrágio de todas as espécies, mas isto foi necessário num período em que era preciso definir a linha política e ideológica da doutrina revolucionária que surgia, o marxismo, para não se misturar com as teorias miseráveis dos anarquistas, populistas e socialistas utópicos.

Marx e Engels usufruíram das tribunas parlamentares para difundirem as teorias marxistas pelo mundo. Os camaradas russos se aproveitaram da quarta duma, uma espécie de parlamento para os “trabalhadores russos”, para denunciar os abusos da oligarquia Czarista. Porém, como o próprio Lênin alertava: “Fora o poder tudo é ilusão.” E que a quarta duma era uma migalha e não servia aos interesses dos trabalhadores. Na China, não se teve tantas oportunidades de poder falar em tribunas e parlamentos, os companheiros chineses tiveram que empreender sua ideologia revolucionária através de uma atividade intensa direta no seio das massas, rechaçando todas as ilusões que o Kuomintang espalhava ao povo, sobre a idéia de uma transição pacífica pela via eleitoral rumo ao socialismo, o PCCh mostrou que só se pode alcançar o socialismo através da guerra popular prolongada e irreconciliável aos interesses da burguesia. Então, o próprio chefe da revolução chinesa, o presidente Mao Tsetung, afirmou que “O poder nasce do fuzil!”.

Desde a comuna de Paris (1871), Revolução russa (1917) e revolução chinesa (1949) que o mundo teve a oportunidade de conhecer as idéias e as práticas do marxismo, e entender que ser comunista é essencialmente ser um revolucionário. Assumir tal condição é um ato de consciência, se sustentar nesta idéia é um gesto de bravura. Dadas as circunstâncias, após diversos combates travados pelos autênticos comunistas brasileiros é inadmissível avaliar que as eleições burguesas atuais ainda sirvam de alguma forma os interesses da revolução democrática ininterrupta ao socialismo no Brasil.

Qualquer um dos canalhas que ganharem este jogo eleitoreiro não irá mudar a condição de nação capitalista burocrática semifeudal controlada pelo imperialismo ianque, na qual o Brasil se encontra. E sustentar qualquer ilusão neste processo eleitoreiro é trair a luta de todos aqueles que um dia verteram seu sangue em busca de uma sociedade justa e democrática.

O período, aparentemente, “pacífico” em que vivemos é um período de organizar as massas para tomar o poder e não enganá-las no mais reles cretinismo parlamentar eleitoreiro.

O que se tornou o partido que mais se aproximou do entendimento do processo revolucionário brasileiro e hoje se encontra no charco mais imundo do oportunismo eleitoreiro?

Num período onde o oportunismo eleitoreiro e a covardia pacifista tomaram conta do PCB, foi criado o PCdoB para retomar a revolução brasileira, que é papel de todos os comunistas sérios. A idéia de concentrar forças na região do Araguaia foi amplamente criticada pelos companheiros Manoel Lisboa, Emmanuel Bezerra e outros. Segundo eles, o local escolhido era isolado e não favorecia ao desencadeamento de uma revolução, além do próprio povo da região não ter um histórico de luta.

Assim, após a derrota no Araguaia e o assassinato das principais lideranças revolucionárias do PCdoB (Pedro Pomar, Mauricio Grabois e outros), na Lapa-SP em 1976, o PCdoB também é arrastado para a lama graças ao revisionismo de João Amazonas, que modificou todo o estatuto do partido colocando o mesmo sobre as consignas de legalismo, pacifismo e participação nas eleições burguesas, tudo foi aprovado num congresso arranjado na Albânia, onde Amazonas vivia na condição de exilado político.

Então, Manoel Lisboa cria a carta de 12 pontos que fundamenta as bases do Partido Comunista Revolucionário-PCR. A carta autêntica, e não a que o atual Comitê Central do PCR mostra por aí, é o documento mais completo sobre o processo revolucionário no Brasil da época. Apesar, de também ter falhas que agora são possíveis entender melhor que antes, como a contradição imperialismo/nação oprimida que Manoel Lisboa via como a contradição principal do povo brasileiro, mas sabe-se que para resolver as contradições externas, primeiro é necessário resolver as contradições internas, assim a contradição interna principal que sustenta toda a base exploração da grande burguesia e dá brecha a invasão imperialista é o sistema latifundiário, colocando a contradição latifúndio/camponês pobre como a principal e imperialismo/nação oprimida como secundária.

Após vários anos de resistência e combatividade, os bravos revolucionários foram brutalmente torturados e executados pelo gerenciamento militar fascista brasileiro. Tombaram na esperança de que um dia sua memória seria honrada e a luta continuaria, porém os que hoje fazem parte das fileiras do PCR apóiam candidatos ao processo eleitoral burguês e usam argumentos oportunistas para iludir as massas, como um de seus principais teóricos; Lula Falcão, que afirma: “Já a vitória de Dilma nas eleições, embora não signifique nenhuma grande mudança em favor dos trabalhadores, será mais uma derrota para a extrema direita e seus planos golpistas e para o imperialismo norte-americano interessado em aniquilar qualquer rebeldia na América Latina. Permitirá assim, melhores condições para seguirmos nossa caminhada para construir uma poderosa organização revolucionária e organizar a classe operária e o povo na luta contra a exploração capitalista e pelo socialismo.” * Isso é no mínimo ridículo, pois, aceitar ou compactuar com qualquer atividade que propague as eleições burguesas deste velho estado é capitular por mais uma vez a luta revolucionária do povo brasileiro e jogar na lama a história e as vidas dos honrados revolucionários.

Em fim, o PCR o partido que foi o mais avançado da revolução brasileira, e suas respectivas organizações: UJR, CORRENTEZA e o jornal A VERDADE, hoje lambe as botas de toda a camarilha oportunista que habita os redutos eleitoreiros em nosso país. Como ainda não é registrado, por uma mera formalidade, segue servindo como fiel capacho dos partidecos eleitoreiros, tais como: PT, PCdoB, PCB, PSOL, etc...

                                                                                                                   

*Trecho retirado do texto; Derrotar Serra e a extrema direita e avançar na organização e nas lutas dos trabalhadores - de autoria deLula Falcão, membro do comitê central do Partido Comunista Revolucionário-PCR.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

NOTÍCIAS DA GUERRA POPULAR: INDIA

Segue a baixo a tradução do texto retirado do blog REVOLUCIÓN EN LA INDIA.

"Necessitamos da colaboração das pessoas comunistas, progressistas ou revolucionárias que lêm este blog e sentem simpatia pelo processo revolucionário  que se desenrola na India. Colaboração para traduzir as notícias e os artigos sobre a luta que está sendo travada pelos maoístas indianos. Também que nos mostrem em outras páginas e blogs. Que difundam amplamente a existência deste blog. E uma última questão, precisamos de pessoas que possam nos ajudar a traduzir os textos do inglês para o castellano, por favor que puder colaborar escreva para a redação:


                                                                                                                                                                   
 

Companheiros, neste exato momento a India esta num intenso processo revolucionário. Talvez o maior do ínicio deste século. Onde os povos tribais indianos, conhecidos como Naxalitas, que possuem um histórico milenar de combate as oligarquias indiana, agora se rebelaram em armas junto ao autêntico Partido Comunita da India ( Maoísta) - PCI (m), e na luta contra as grandes multinacionais que aliadas ao estado fascista indiano planejam expulsar os naxalitas de suas terras para construir um complexo nacional de extração de bauxita, minério usado para fundir o alumínio, nasceu o processo de revolução do povo indiano que já domina 30% do país, equivalente a 15 estados destes 3 são onde o Exercito popular de libertação nacional tem mais influência.
 
VIVA A REVOLUÇÃO MARXISTA-LENINISTA-MAOÍSTA!
VIVA A HERÓICA RESISTÊNCIA DO PCI (Maoísta) 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A NOVA DEMOCRACIA NA SBPC-2010

(Arte do 62ª reunião anual da SBPC-2010)

"A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) é uma entidade civil, sem fins lucrativos nem cor político-partidária, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico, e do desenvolvimento educacional e cultural do Brasil. Desde sua fundação, em 1948, a SBPC exerce um papel importante na expansão e no aperfeiçoamento do sistema nacional de ciência e tecnologia, bem como na difusão e popularização da ciência no País." (retirado do site da SBPC)

Todos os anos estudiosos de todas as regiões do Brasil e do mundo se reunem no maior evento sobre ciência e tecnologia do país, a reunião anual da sociedade brasileira para o progresso da ciência-SBPC. Incrivel, ou simplesmente normal, que a rede globo e outras grandes empresas de telecomunicação brasileiras não apresentem tal evento, salvo uma emissora local e outras. Mas, a pouca visibilidade da reunião não diminui seu propósito.

Fatores negativos cada vez mais presentes são a presença massiva de forças armadas, policiais e guardas municipais, além da influência retrograda das mais variadas religiões que só fazem mistificar o processo da ciência. 


 (Banca organizada pelo comitê de apoio do jornal A Nova Democracia-NE)

O comitê de apoio ao jornal A Nova Democracia, nordeste, organizou uma banca para vender e divulgar a proposta de uma nova democracia, que só será possível com uma nova cultura e uma nova política.