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BLOG INFORMATIVO

sábado, 12 de março de 2011

ABAIXO A EXPLORAÇÃO DOS TRANSPORTES CONTRA OS ESTUDANTE PALMARINOS!


As charges são de autoria do próprio Boca de Caêra, em protesto contra a exploração contra os estudantes da cidade de União dos Palmares, Alagoas, localizada a 80 Km de Maceió, onde os estudantes universitários são obrigados a pagar R$ 22,00 por semana para poder estudar, caso contrário são forçados a desistir por não conseguirem pagar os abusos impostos pela empresa que realiza este serviço.

Tudo isso acontece há muitos anos sob a subserviência dos prefeitos, que ao comando do ex-governador Manoel Gomes de Barros realizam a mesma política de desprezo aos estudantes palmarinos, sempre aliados aos empresários de transporte da cidade, esta exploração vem assolando os estudantes pobres do município e são muitos os que tiveram que abandonar seus cursos, porque não conseguiam pagar as passagens semanais.


sexta-feira, 11 de março de 2011

SAUDAÇÕES ETERNAS AO COMPANHEIRO PAULO QUEIROZ!

Companheiro Paulo Queiroz Bezerra

Reproduzimos a seguir uma nota dos companheiros do jornal A Nova Democracia, a respeito do falecimento de um grande companheiro.
Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do jornalista Paulo Queiroz Bezerra.

Paulo Queiroz era membro do conselho editorial de A Nova Democracia e, desde Rondônia, colaborava com a luta pela imprensa democrática e popular.

Há três décadas o companheiro, paraibano de nascença, vivia e trabalhava em Rondônia. Colaborou com vários veículos de imprensa e foi justamente através da sua valente coluna Política em Três Tempos no Estadão do Norte que travamos conhecimento. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de Rondônia, correspondente do Jornal do Brasil (RJ) na Amazônia, foi articulista político dos jornais O Guaporé, Diário da Amazônia, Estadão do Norte, entre outros. Colaborou também com o portal Tudo Rondônia e era o editor geral da página na internet Rondônia Sim.

Aqueles que encontravam as portas do monopólio da comunicação fechadas para os apelos populares, tinham em Paulo Queiroz um porta-voz militante. Dava voz aos camponeses, operários, estudantes, povos indígenas…

Aos 63 anos de idade, Paulo Queiroz não impunha limites para o seu trabalho. Faleceu na sede do Rondônia Sim. Seu corpo foi encontrado por parentes na tarde de ontem, dia 9 de março, e está sendo velado na sede da Reitoria da Unir desde 12 horas desta quinta-feira.

A Nova Democracia lamenta profundamente a perda do companheiro Paulo Queiroz. Em sua homenagem publicamos uma de suas colunas Política em Três Tempos.

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Política em três tempos
por Paulo Queiroz
24 de Agosto de 2008

1 – O POVO UNINDO-SE
“Conquistar a Terra” não é apenas o título do hino da luta pela terra que será entoado nesta sexta-feira (22), a partir das 19h, no campus José Ribeiro Filho, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho, pelos participantes do 5º Congresso da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), durante o ato que marcará a abertura do evento. É, além da evocação do canto que conclama à transformação do mundo e à luta por uma sociedade justa, a síntese de outras três palavras de ordem sob as quais os que confiam no triunfo dessa justiça vão estar reunidos para fazer um balanço das atividades do movimento, avaliar suas possibilidades, estimar os perigos que os espreitam, inventariar suas forças, gloriar seus mortos e perscrutar os caminhos por onde projetar os próximos passos.

Os que no campus da Unir estarão reunidos neste dia vão, das 19h desta sexta-feira até à noite do dia seguinte (sábado, 23), sob entoações do hino “Conquistar a Terra”, dizer a todos que “A Amazônia é Nossa”, propor aos que têm fome e sede de justiça “Tomar todas as terras do latifúndio” e proclamar a plenos pulmões “Abaixo a criminalização da luta pela terra”.
Passa-se a palavra aos organizadores desse encontro, que falarão diretamente ao leitor por intermédio do texto de apresentação do evento. Som na caixa: “Iniciamos os preparativos para o 5º Congresso da LCP em meio a uma situação extraordinária para a luta camponesa em nosso país. O fato inegável é que os camponeses estão rasgando as ilusões com a reforma agrária falida do governo.”

“Cortar a terra por conta, entregar aos camponeses pobres sem terra ou com pouca terra, desenvolver a produção baseada na ajuda mútua e cooperação e criar a organização do poder político nas áreas tomadas do latifúndio. Esta é a Revolução Agrária que faz estremecer os latifundiários, grandes burgueses e seus amos imperialistas. Os ataques contra os camponeses tentam esconder que os bandidos em Rondônia são os latifundiários que cometem os piores crimes contra o povo.”

2 – CONFLITOS AGUDOS

“A região amazônica assume importância estratégica para os países imperialistas em sua corrida por matéria prima abundante, por novas fontes de energia e apropriação das riquezas da biodiversidade. Tudo para fazer frente ao agravamento da crise geral do capitalismo. Principalmente EUA, Europa e Japão, todos querem a Amazônia.”

“A questão do desmatamento mostra os agudos conflitos interburgueses. Grandes latifundiários plantadores de soja, de cana e criadores de gado, grandes madeireiras, grandes mineradoras e grandes empreiteiras digladiam com ong’s ambientalistas e monopólios da imprensa dos países imperialistas.

São diferentes frações do capital. Todas ligadas ao imperialismo, que disputam a maneira mais conveniente de tomar a Amazônia.”

“Os camponeses, os índios, os ribeirinhos, povo da região são os únicos que podem impedir os planos de ocupação predatórios, desmatamento, roubo de riquezas e venda da Amazônia. São os únicos capazes de defender verdadeiramente o território e a soberania do país, através da sua povoação massiva e ordenada, bem como da exploração racional e em proveito dos filhos do país.”

“O que temos visto é a aplicação de uma política não só de impedimento da ocupação, mas de expulsão destas populações, seja pela falta de qualquer política agrária, de demarcação e regularização de terras, seja pela ação dos bandos armados do latifúndio ou pela repressão e terror do Estado contra o povo. Faz uso da legislação que favorece somente os ricos numa escalada para a criminalização do trabalho dos pequenos proprietários e da luta dos camponeses pobres pela terra.”

“É o caso da operação Arco de Fogo, que fechou centenas de pequenas e médias serrarias, causando desemprego e quebradeira no comércio das cidades que vivem da madeira. Mas as grandes madeireiras vão continuar derrubando com autorização do Ibama, sob a farsa de “planos de manejos” ou a prática corriqueira da corrupção dos agentes fiscalizadores. A forma de legalizar isso é o aluguel de florestas.”

3 – REVOLUÇÃO AGRÁRIA

“As reservas indígenas sofrem pressão do latifúndio para que sejam diminuídas ou desmembradas. Outro caso é o das populações ribeirinhas ameaçadas de expulsão de suas terras pela construção das usinas do rio Madeira e criação de novas Áreas de Proteção Ambiental (Apas).”

“Em Rondônia, existem mais de 100 áreas em conflitos pela terra e o Incra é incapaz de resolver os problemas. Os camponeses cansados de promessa e enrolação abraçam, com entusiasmo, a bandeira da Revolução Agrária. Exemplo disso é a retomada da fazenda Santa Elina, em Corumbiara, 13 anos após o massacre. Tudo isto serve para vermos a importância que vai ganhar a luta pela terra na Amazônia e a necessidade de unirmos todos os camponeses, índios, ribeirinhos e demais trabalhadores da região para a defesa dos nossos direitos.”

“O 5º Congresso da LCP se realiza em meio ao acirramento inevitável da luta pela terra. Estão lançadas as condições para aprofundarmos a Revolução Agrária aplicando com mais decisão a consigna de unir todo o movimento camponês para tomar todas as terras do latifúndio.”

“Convidamos todos os camponeses de Rondônia, do sul do Amazonas, do Acre, do norte do Mato Grosso, enfim, todos que estão acampados lutando por um pedaço de terra, além dos camponeses que já conquistaram suas terras: convidamos os desempregados que estão se preparando para tomar terras, as populações ameaçadas pela construção das hidrelétricas, os povos indígenas da região, os trabalhadores da cidade: convidamos os pequenos e médios comerciantes que apóiam a justa luta camponesa, os simpatizantes, os professores, os estudantes, os intelectuais, jornalistas e artistas honestos.”

“Venham todos participar do 5º Congresso da LCP que será o momento de discutirmos os problemas da região e os rumos da luta camponesa pela conquista da terra, contra a corrupção que assola o poder público em Rondônia e todo país, e por uma Nova Democracia.

Viva o 5º Congresso da LCP! Viva a Revolução Agrária!”
Viva!

A FARSA DO BOLSA FAMÍLIA: OBSERVAÇÕES SOBRE ALAGOAS


Pela lógica vulgar, a principio, pode-se entender que o Bolsa Família seria apenas uma injeção de capital nas veias do mercado alagoano, como afirma o economista Cícero Perícles, afinal são cerca de 22 milhões reais mensais para a economia estadual. Como se o problema fosse só a falta de dinheiro.

A atual gerente de turno, Dilma Rousseff, iniciou seu mandato “tampão” cancelando todos os concursos públicos para o ano de 2011 e aumentou, no dia 1º de março, o valor do Bolsa Família para 19% a mais do que cada família já recebiam. Será que apenas o Bolsa Família é o suficiente para manter as famílias brasileiras?

No interior alagoano, a situação é gritante, tirando os autônomos e politiqueiros locais, só existem apenas três tipos de renda nos municípios, e estas são: aposentadoria, serviço público ou Bolsa Família, quem deseja trabalhar tem que viajar para outros estados. Isso é desenvolvimento?

Outra, por que enquanto o legislativo aprova apenas 5 (cinco) reais chorados do salário mínimo do trabalhador, a presidenta aprova, sob decreto, um aumento exorbitante do Bolsa Família? Porque, este programa serve para deixar a massa economicamente dependente.

A dependência econômica torna a massa submissa aos interesses políticos dos coronéis alagoanos. Por outro lado, quem ousa criticar este programa recebe uma chuva de rebordosas de poderosos e “esquerdistas de fim de semana”, fora a própria massa, que ainda se ilude com o que é ofertado para ela.

O povo brasileiro, sobre tudo o do nordeste e particularmente o alagoano, vive em condições socioeconômicas relativamente atrasadas, podemos dizer que estas são pré-capitalistas ou semifeudais, numa visão geral podemos perceber que grande parte dos trabalhadores do nosso Estado, principalmente os camponeses, vivem num regime de semi-escravidão.

Em Alagoas, o povo vive sob o julgo do coronelismo, em cada município existe uma espécie de “senhor feudal” que controla as eleições da cidade e o comércio, além de comandar o cadastro da “esmola federal”. Apesar de ser um programa de iniciativa federal, ele funciona a partir dos sistemas de cadastros realizados nas cidades, logo estes senhores são quem de fato cooptam a confiança da massa, através de uma espécie de apadrinhamento, onde o povo pobre se vê na obrigação de ser grato aos “coronéis” de cada região, provando esta gratidão nas eleições.

Neste contexto, este programa, além de manter o povo calado e camuflar o número cada vez maior de miséria e pobreza em nosso Estado, ainda usa o próprio povo contra os que tentam mostrar esta realidade. O pior são os intelectuais, alguns até honestos, porém também cegos pelo brilho das propagandas governamentais, criam teses para exaltar esta farsa e acabam se enveredando para o oportunismo eleitoreiro.

Alagoas está entre os piores no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), tem a maior concentração fundiária do país, um dos estados mais violentos, uma evasão escolar crescente e todos os anos milhares de trabalhadores deixam a região para serem explorados nas monoculturas da soja, no Centro-oeste, e nas de cana-de-açúcar, no Sudeste.

Em cidades da zona da mata, como Murici e Branquinha, é comum centenas de pais de famílias serem cooptados para servirem num regime de semi-escravidão país a fora. Em Branquinha, cidade com cerca de 10 mil habitantes, existem bairros onde as mulheres são chamadas de “Viúvas de Maridos Vivos”, devido o tempo que os seus companheiros são obrigados a passar até pagar todas as dívidas com o Gato, para em fim poder voltar para casa com algum dinheiro.

Por que ao invés de pagar o Bolsa Família, não se pode aumentar o número de empregos? Por que este dinheiro não é utilizado para aumentar o salário mínimo? Por que este dinheiro não pode ser investido em mais educação, mais saúde, mais segurança ou para estruturar as escolas e as universidades?

Em cada município é crescente o número de feiras livres, onde pequenos camponeses vem semanalmente vender o excedente de suas magras produções. Magras, porque apesar de todo o esforço dos trabalhadores e de serem eles responsáveis pelos alimentos que nutrem nossas mesas, diferente da monocultura da cana-de-açúcar, os camponeses pobres ou com pouca terra enfrentam dificuldades como falta de assistência técnica e tecnológica para desenvolver suas pequenas produções, que ajudam a baixar os preços dos alimentos.

O que o Estado oferece são empréstimos com dividas exorbitantes, onde quase sempre os camponeses não conseguem produzir o suficiente para poder pagar ao banco, que por sua vez toma as terras dos trabalhadores, e estas dividas não são pagas com o dinheiro do Bolsa Família.

Devemos agradecer primeiramente as tomadas de terra e em segundo, mas não menos importante, aos camponeses que ousam desafiar este sistema para poder produzir para suas famílias e para outras tantas do estado de Alagoas e do Brasil inteiro, pois não é o Bolsa Família que sustenta a coragem e a ousadia deste povo, que cansado de viver sob o julgo da semifeudalidade expressada pelo coronelismo alagoano, vem trazer na marra o desenvolvimento para nossa sociedade.

terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER PROLETÁRIA



As mulheres, desde a antiguidade, sempre vanguardearam os grandes processos revolucionários da história da humanidade. No Brasil inúmeras companheiras forma torturadas de forma brutal pelas forças reacionárias, devido suas imensas contribuições para a revolução em nosso país, seus torturadores e assassinos até hoje vivem acobertados pelo Estado brasileiro. Enquanto isso, um despertar toma conta dos corpos e das mentes das mulheres brasileiras do século XXI, despertando a fúria revolucionária da mulher!

A todas as companheiras que lutam por todas as famílias do Brasil e do mundo, parabéns pelo dia Internacional da Mulher Proletária!

PERNAMBUCO: RESTAURANTE DA UFPE É REINAUGURADO SOB PROTESTOS DE ESTUDANTES

Reproduzimos a matéria do sítio eletrônico do MEPR.

Faixas_cartazes_e_mega-fones_foram_utilizados_durante_o_protesto
Há quase 18 anos se espera a reabertura do R.U. (Restaurante Universitário) na UFPE. Nesse ano ele foi reinaugurado com apenas 3.800 refeições, que não chega a atender a demanda dos quase 30 mil alunos na Universidade, possuindo o preço mais alto do país: 6,00 reais.
Antes da inauguração aconteceu a Aula Magna, presidida pelo reitor Amaro Lins, com a presença do ministro da educação Fernando Haddad e Reitores de outras universidades. Durante esse evento, o MEPR organizou uma panfletagem junto com o Movimento Feminino Popular e outras correntes de estudantes progressistas denunciando a situação de sucateamento da UFPE e da necessidade dos estudantes se organizarem.
Agitao_no_Restaurante_Universitrio_-_UFPE_pretende_cobrar_R600_pela_refeioO Ministro Fernando Haddad chegou quase uma hora depois do início da solenidade e foi vaiado pelos estudantes, que com faixas, cartazes e megafones denunciaram, durante toda a fala do ministro, o corte de verbas na educação, a limitada assistência estudantil e a remoção das barraquinhas no entorno da universidade. Como sempre, o “cara de pau” do Haddad saiu em defesa do REUNI* e do Governo, não dando voz aos estudantes que protestavam. O protesto seguiu até a reinauguração do R.U. denunciando o preço da alimentação e as poucas refeições oferecidas.
O Conselho de Entidade de Bases - CEB (que tem reunido representantes de estudantes de mais de vinte cursos) que articulou esse protesto, não reconhece o DCE e tem se mobilizado para a formação de um Comitê pelo R.U. Para Todos e pela não retirada dos trabalhadores informais no entorno da universidade. Enquanto isso, os ocupantes do DCE (Correnteza/UNE), além de não Estudantes_denunciam_situao_da_UFPE_durante_fala_do_cara_de_pau_Fernando_Haddadparticiparem de nenhuma das reuniões do CEB, não soltam nenhuma linha em sua “cartilha dos feras” contra essa política defendida pela Reitoria. Pelo contrário: durante a aula magna, aplaudiram de pé o Ministro e vaiaram os estudantes em luta.
No fim do protesto, ficou clara a necessidade de derrotar esta postura conciliadora com o Governo e a Reitoria no movimento estudantil! É preciso fortalecer o Movimento estudantil combativo dentro de cada Centro e Diretório Acadêmico da UFPE, para tirar o DCE das mãos do governismo da UNE, trazer esta entidade para o caminho da luta independente e levar esta luta adiante!

  

*O Reuni na UFPE

O Reuni veio mascarado de programa de Reestruturação e Expansão da Universidade. Impôs a duplicação do número de vagas ofertadas, mas não duplicou o número de professores, nem garantiu imediatamente a estrutura física. O que presenciamos é a sobrecarga do trabalho docente e a extinção de programas de extensão como o “Conexões de Saberes” (importante projeto destinado ao trabalho com comunidades populares).
Não há aumento nas pesquisas realizadas pela Universidade, faltam livros nas bibliotecas e faltam salas de aula. Novos cursos são abertos sem condições de funcionamento e para se manterem são forçados a vender projetos de pesquisas ao mercado, transformando a Universidade em um mero departamento de empresas, muitas vezes longe dos interesses populares.
Deixamos claro que defendemos a expansão da Universidade, esta é uma bandeira histórica do ME. Mas não da forma que o Governo vem implantando, pois expansão de vagas sem aumento equivalente de verbas é criar as condições para a privatização. A fórmula é a seguinte: Reuni + Legalização das Fundações Privadas (feita pelo Governo Luiz Inácio através da Medida Provisória das Inovações Tecnológicas) + redução do orçamento da educação (no ano passado o corte foi de mais de 2 bilhões de reais) = Privatização das Universidades.

ABAIXO A "REFORMA" UNIVERSITÁRIA DO BANCO MUNDIAL!

VIVA A LUTA ESTUDANTIL INDEPENDENTE E COMBATIVA! 

terça-feira, 1 de março de 2011

ÚLTIMOS INFORMES:

Companheiros e companheiras, devido o aumento de algumas atividades, não tive tempo para atualizar as postagens do Boca de Caêra, mas aqui vai alguns informes do que aconteceu em Alagoas e pelo país neste último mês de fevereiro de 2011:

SAUNA DE AULA NÃO!

Dia 23, alunos da escola Dom Pedro II, no Rio de Janeiro - RJ, realizaram um protesto pacifico para reivindicar que as salas de aulas da escola fossem climatizadas, pois dentro delas batia os 41º sem alunos, e quando em aula chegava na casa dos 50º tornando impossível se aprender alguma coisa. A manifestação teve o nome de "Sauna de Aula Não!", os estudantes ficaram de sunga e biquines em frente a escola. A diretora acionou a PM's carioca para espancar e prender os alunos e fechou os portões da escola, negando abrigo aos que fugiam das agressões policiais. O presidente do grêmio, João Pedro Accioly Texeira, 17 anos, foi preso, segundo a PM fascista do Rio, por "perturbar a ordem".

UFAL: Pólo de Viçosa

Alunos do curso de medicina veterinária da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), que estudam no pólo localizado na cidade de Viçosa - AL, após várias assembléias, entre professores e alunos, decidiram realizar um vigília no prédio da Reitoria Universitária da UFAL, cobrando o que a Reitora prometeu em 2007, que antes do fim desta primeira turma, o Hospital Veterinário estaria pronto. Mas, a turma está terminado o curso agora em 2011 e não tem nada pronto, e sem hospital veterinário não há estágio e sem estágio não tem formatura, logo estudantes e professores cobram da Reitora Ana Dayse um solução imediata.

TRANSPORTE PÚBLICO EM RECIFE

Dia 21, estudantes e trabalhadores ocuparam um terminal rodoviário, durante cerca de quase 7 horas, reivindicaram  mais transporte e mais respeito para a população. Devido o aumento abusivo e a má condições dos ônibus utilizado para fazer o transporte publico.

TRANSPORTE PÚBLICO EM SÃO PAULO

Dia 17, estudantes secundaristas e universitários enfrentaram a policia paulistana para protestar contra o aumento das passagens pelas empresa que prestam serviços publico de transporte. A truculência policial mais uma vez foi fortemente utilizada pelos "gorilas fascistas" PM Paulistana. Os Estudantes com este ato re-afirmaram que a massa estudantil está atenta e não se rende fácil, e a luta continua.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

JUSTA REBELIÃO NO EGITO: UMA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA?

Reproduzimos a baixo uma análise sobre as falsificações defendidas pelos Trotskistas do PSTU sobre a rebelião do Egito, retiradas do blog A Rebelião se Justifica! confira:

Já alguma vez viram uma revolução, estes senhores? Uma revolução é certamente a coisa mais autoritária que se possa imaginar; é o ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade à outra por meio das espingardas, das baionetas e dos canhões, meios autoritários como poucos; e o partido vitorioso, se não quer ser combatido em vão, deve manter o seu poder pelo medo que as suas armas inspiram aos reacionários.” Engels, Sobre a autoridade.


O jornal Opinião socialista nº. 418, da sigla trotskysta PSTU, dedicou metade do seu espaço em defesa de uma suposta revolução democrática, ocorrida após a derrubada do gerente egípcio Hosni Mubarak. Os textos, incluindo um comentário do correspondente da sigla no Egito, constituem um amontoado de contradições bastante evidentes.

 Vejamos.

No editorial (p. 3) lemos: “Não foi uma revolução para mudar os fundamentos da sociedade, sua economia. A situação política que se abriu é completamente nova, confirmando a existência de uma revolução.” No mesmo parágrafo, eles demonstram que de fato não ocorreu nada de “completamente novo: “Mas seguem existindo no país a exploração capitalista, a submissão ao imperialismo norte-americano e a Israel, e boa parte das instituições autoritárias do antigo regime”. (Todos os destaques dos trechos são meus)

Ora, uma das tarefas da revolução democrática é a destruição da submissão ao imperialismo. Isso, caros senhores, ocorreu no Egito? Não, não ocorreu. Na revolução russa de fevereiro, não foram liquidadas “boa parte das instituições autoritárias do antigo regime”? Sim,sim! Foram.

Na página 7, pode-se ler: “Com a ampliação massiva dos protestos...Suleiman foi obrigado a anunciar na TV a renúncia de Mubarak e a entrega da condução do país ao Comando Central do Exército. Foi uma conquista enorme, imposta pelas mobilizações das massas e, por isso, sentida com enorme alegria e emoção.”

Foi uma conquista enorme trocar o gerente Mubarak pelo Comando Central do Exército, exército esse que, segundo o próprio jornal: “... tem uma ligação orgânica com o imperialismo, além de ser o pilar fundamental do regime e força repressora.” (idem).

É verdade que os protestos violentos e legítimos ajudaram a realizar a transição entre a ditadura aberta do gerente Mubarak para a ditadura mascarada que virá pela frente, mas chamar isso de “conquista enorme”, de revolução, não é mais que cantar o mesmo hino da burguesia (Não é a toa que para a Tv Globo ocorreu uma revolução popular), segundo o qual revolução é retirar um mau gerente do imperialismo para colocar um outro melhor no lugar.

Aliás, um pouco antes de chamarem de conquista enorme a justa rebelião, o próprio jornal esclarece: “Frente à insustentável manutenção de Mubarak, o imperialismo começou a procurar uma ‘transição segura’,o objetivo era garantir um ‘governo leal’,cuja tarefa fosse ‘estabilizar’ o país.”

Já no artigo As tarefas imediatas da revolução, vemos: “Para romper de vez com Mubarak, é preciso dissolver os aparatos repressivos... Pela dissolução de todos os aparelhos repressivos!”.  Dissolver o aparelho repressivo! Sim, é uma tarefa de uma verdadeira revolução. Mas quem deve fazer isso? O próprio Comando do Exército? Não! O povo? Penso que sim! Porém, como um povo desarmado, sem uma direção política nem com um exército popular, pode resolver esta tarefa tão importante?

No artigo Existiu uma revolução vitoriosa no Egito? O autor utiliza Trotsky e Nahuel Moreno para explicar que realmente houve revolução. Para Trotsky, nos períodos de revolução as massas “irrompem violentamente” e “intervêm nos acontecimentos históricos” (Novidade!) Daí o autor retira a conclusão de que houve uma revolução egípcia. Quer dizer, toda ação das massas que possui estas duas características já podem ser consideradas revoluções. Foram essas “revoluções” que ocorreram no Brasil, entre elas, nas chamadas redemocratização e no fora Collor. Quantas revoluções já tivemos, não?!!!

Moreno diz que revolução é “o fim do velho e o surgimento de algo completamente novo.” (p.10)  e no fim desta página,o jornal solta mais essa: “O regime atual[da junta militar!] é completamente distinta da ditadura de Mubarak” Um pouco depois diz que a forma do regime é a mesma,mas o conteúdo(que conteúdo????) é diferente,apesar de o “novo governo ter mantido o toque de recolher!” e estar estudando “a proibição de greves e reuniões sindicais.”(p.11)

Outra diferença reside, para os devotos de São Jorge, ou melhor, para os discípulos de Trotsky, no fato de que “a diferença é que houve brusca mudança na correlação de forças”. (p. 10) Apesar das massas continuarem sem o poder... Vai entender!


Fora o Poder tudo é ilusão!

As revoltas  populares no Egito serviram para educar as massas na necessidade de que elas passem a acreditar que somente com violência revolucionária se conquista de fato o Poder. Estas lutas são importantes porque mostram às massas do mundo inteiro que o aparelho repressivo não é todo poderoso e que este pode ser enfrentado pela ação organizada e violenta dos povos oprimidos. Ajuda a criar a condição subjetiva segundo a qual é possível quebrar a máquina militar com a rebelião, para conquistar o Poder Político.

Dizer que ocorreu uma revolução democrática é um absurdo oportunista. Uma das principais tarefas da revolução democrática é varrer a dominação imperialista do país, o que não ocorreu. E essa dominação se fortalecerá depois das “eleições” de setembro. E porque o imperialismo não foi derrotado? Porque o povo não tem o Poder. Toda revolução põe um tipo de Poder nas mãos da classe que dirigiu essa revolução. Se houve revolução, onde está a ditadura democrática?

Voltando à questão do Poder, vejamos o que diz Lênin: No texto Uma das questões fundamentais da revolução, de setembro de 1917, lemos:
“A questão mais importante de qualquer revolução é sem dúvida a questão do poder de Estado. Nas mãos de que classe está o poder, isto é que decide tudo.” Este trecho dispensa comentários.

Na página 11, o jornal trotskysta declara: "A revolução vitoriosa agora terá de se enfrentar no terreno democrático com a conquista de eleições para uma assembleia constituinte..."

Vã ilusão! Ainda no texto de Lênin citado,está escrito: [perdoem-me a longa citação, mas creio que ela vale para terminar esse breve texto]:

“Toda a história dos países parlamentares burgueses e em considerável medida, a dos países burgueses constitucionais, mostra que uma mudança de ministros significa muito pouco, pois todo o trabalho administrativo real está nas mãos de um exército gigantesco de funcionários. E este exército está impregnado até à medula de um espírito antidemocrático,está ligado por milhares e milhões de fios aos latifundiários e à burguesia, dependendo deles de todas as formas. Este exército está rodeado por uma atmosfera de relações burguesas, respira apenas nela, está congelado, petrificado, ... não tem forças para se libertar dessa atmosfera, não pode pensar, sentir, agir de outro modo que não seja à maneira antiga.

Tentar levar a cabo, por meio deste aparelho de Estado, transformações... é a maior das ilusões, o maior engano de si próprio e o engano do povo.”