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BLOG INFORMATIVO

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS REVOLTAS POPULARES NOS PAÍSES ÁRABES



As justas rebeliões populares que vem estourando nos países árabes nos últimos tempos são necessárias, até com certa urgência. É bom que o povo se revolte e vá as ruas impor sua vontade ao Estado, porém é preciso analisar o caráter destas revoltas, que apesar de precisas, ficam apenas para tirar ditadores, mas aceitam manter os mesmos mecanismos políticos e econômicos dos regimes ditatoriais, a diferença se dá apenas na mudança de personagens, na essência a opressão continua a mesma.

Exemplos, qual era a classe que dominava os países da Tunísia e do Egito? E quem é a classe que continua dominando estes países agora, mesmo após a expulsão dos ditadores? A resposta é a mesma classe que antes, a burguesia. O que muda especificamente na estrutura estatal destes países? Nada, a opressão é a mesma, talvez até maior que antes, principalmente para os dirigentes dos movimentos sociais envolvidos.

As rebeliões populares são conseqüência do enfurencimento das massas, porém para se conquistar uma verdadeira revolução é necessário muito mais que isso. É necessário um autêntico partido, onde os elementos mais avançados nas lutas de classes possam dirigir todo o processo com a devida organização, um exército nascido das entranhas dos movimentos populares e uma luta árdua e sem conciliação até a conquista de todos os poderes do velho Estado.

Os levantes têm uma obrigação histórica de acontecerem, o povo clama por isso há muito tempo. A luta não acaba com uma simples troca de personagens do poder, isto não é uma revolução. Revolução é continuar a lutar, entender que a empreitada apenas começou e que só acabará com a vitória da classe proletária.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SAUDAÇÕES VERMELHAS!

O blog Boca de Caêra, vem com muita honra saudar todos os companheiros que construíram e participaram da manifestação contra o aumento do preço das passagens em Porto Vleho - RO. Saudamos os companheiros do Comitê Porrada no Busão, pela coragem e pela ousadia revolucionária, com certeza esta manifestação é um guia para todos os estudantes alagoanos.

Imagens da manifestação contra o aumento da passagem: Porto Velho - RO
Comitê Porrada no Busão



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

EGITO EM FESTA




Retirado do blog A Nova Democracia.


Após um turbilhão de manifestações que durou 18 dias Hosni Mubarak, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, após um governo de quase 30 anos de corrupção entreguismo e submissão ao imperialismo. Um governo que se sustentou oprimindo o povo egípcio com uma “lei de emergência” que durou todo este tempo.

Na véspera, tentou ainda uma última manobra, transferir poder ao vice, que for indicado por ele. Tal atitude aumentou a revolta popular e hoje pela manhã o exército prometeu reformas democráticas se o povo se retirasse das ruas. Nada disso surtiu efeito, as massas egípcias mostraram sua firme determinação de por fim, de uma vez por todas a quase 30 anos de opressão.

O anúncio da renúncia foi feito pelo recém-nomeado vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, em um curto pronunciamento na TV estatal. “O presidente Mohammed Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república e encarregou o Alto Conselho Militar de cuidar das questões de Estado“, disse Suleiman.

Os enfrentamentos dos últimos dias deixaram mais de 300 mortos e 5.000 feridos. Eles começaram em 25 de janeiro, inspirados pela queda do presidente da Tunísia, avolumando assim a onda que lava o Magerb e o Oriente Médio. O sangue destes mártires abre o caminho para transformações que possibilitaram que o povo da região se organize para consseguir mudanças ainda mais profundas.

MAIS UM CAMPONÊS ASSASSINADO EM RIO ALTO - BURITIS/RO

Reproduzimos uma nota dos companaheiros da LCP de Rondônia e Amazônia Ocidental.

No dia 04 de fevereiro de 2011,  mais um camponês foi assassinado e outro gravemente ferido em uma emboscada, quando voltavam para o município de Buritis.

O fato aconteceu por volta das 10:30 na ponte do rio Candeias, no mesmo lugar que em dezembro de 2009 foram assassinados os camponeses Elcio e Gilson.

(Companheiros Elson e Gilson, assassinados pelo latifundiário Dílson Caldato)
Joãozinho como era conhecido por seus companheiros era uma das lideranças da área Rio Alto. Dias antes camponeses moradores da área alertavam que Dílson Caldato estava rondando a área com um grupo de pistoleiros.

A área Rio Alto está marcada desde o seu início pela violência do latifúndio contra as massas camponesas, pela inércia e conivência do velho Estado e seus órgãos com os crimes cometidos pelo latifúndio.

No final do ano passado foi feito um acordo com o Incra para que a violência contra os camponeses parasse. E agora novamente mais um camponês assassinado e outro gravemente ferido.

O povo quer terra, não repressão!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BRANQUINHA-AL: DUELO DE CANALHAS


Branquinha, tem 48 anos de emancipação política, 10.586 habitantes, segundo o último censo do IBGE realizado em 2010. Apesar de pouco tempo de existência, já é famosa pelos seus escândalos de corrupção e perseguição política. Situada entre Murici, feudo da oligarquia Calheiros e União dos Palmares, feudo do Ex-governador Manoel Gomes de Barros.

Reduto de miséria e a exploração, fatores que ajudam a manter a população, que em sua maioria é formada por camponeses, sob o julgo dos grupos “palacianos” que há décadas duelam entre si para ver quem mente melhor para o povo, visando sempre apenas continuar com a mesma política de opressão contra as massas.

Em 1962 o distrito de Jagatá desmembrou-se da cidade de Murici, deixando de ser distrito para se emancipar como município de Branquinha, nome inspirado no rio que corta a pequena cidade, conhecido como rio da Branca. Sempre foi governada por grupos contrários as reais necessidades do povo, grupos estes que até hoje se mantém as custas do dinheiro do povo.

Atualmente, os Freitas partidários do partido e da oligarquia Calheiros (PMDB), após uma grande onda de denuncias durante o gerenciamento de “Neno” Freitas, decidiram apoiar o promotor público “Dadado” Maia, filho do desembargador Jairon Maia, filiado ao partido e ao Ex-governador Manoel Gomes de Barros (PTB).

No regime de Dadado Maia, as contradições municipais se elevaram e conseqüentemente uma nova onda de denuncias e de perseguições políticas começou a ruir o mandato do promotor. Assim, os Freitas, utilizaram este cenário para retomar as rédeas do poder municipal, cortaram os laços com Dadado e começaram a promover Ana Renata Freitas, mulher de Neno Freitas, para iludir as massas na crença que ela seria diferente.

Grande foi a ilusão do povo, ao acreditar que a mudança de um simples personagem iria mudar alguma coisa na política da cidade. Isso também se reflete em todas as instâncias da política nacional.

Ana Renata Freitas demitiu os ASPONE’s* do antigo gerenciamento e admitiu outros do seu agrado. Reformulou um novo quadro de funcionários, sempre optando pelos seus partidários mais próximos. As enchentes de junho de 2010 destruíram grande parte da cidade, inclusive a prefeitura e a câmara municipal, um grande negócio para os corruptos da cidade, porque várias provas dos saques aos cofres públicos foram, literalmente, “por água abaixo”.

Agora o Ministério Público, através de uma investigação, descobre um rombo de cerca de R$ 1,5 (um milhão e meio) nos cofres da prefeitura. Enquanto os desabrigados ainda fervem em baixo de barracas mal estruturadas, que a maioria já não esta mais servindo, passando fome e humilhações, a família Freitas e toda a sua corja de ladrões infames comem as custas da miséria do povo.

Vale ressaltar que não adianta se é Dadado ou Renata Freitas, qualquer prefeito, governador ou presidente, independente da função política que se tenha, enquanto vivermos neste regime político-econômico atual sempre haverá fome e miséria.

A parte boa é que no meio desta disputa palaciana, entre canalhas, o povo já cansado de ser sempre deixado em últimos planos, mobiliza-se, mesmo de forma inconsciente, para rebelar-se contra estas injustiças. Percebem que não existe outra saída se não unir-se a os seus iguais para conquistar tudo aquilo que os “governos” não garantem.

Mudar radicalmente a estrutura política que temos, para transformar nossas cidades, estados e o nosso país numa pátria livre dessa corja de parasitas, é uma necessidade histórica que se reafirma a cada escândalo como este.
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NOTA:
* Assessor de Porra Nenhuma.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

REGIÃO SERRANA: CATÁSTROFE NATURAL OU CRIME PREMEDITADO?




Fonte: Blog do jornal A Nova Democracia: http://www.anovademocracia.com.br/blog


Nos dias 24 e 25 de janeiro, a equipe de reportagem de A Nova Democracia foi à cidade de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. O município foi o mais atingido pelas chuvas que devastaram a serra nos dias 10 e 11 do mesmo mês. O número total de mortos divulgado até o dia da publicação deste vídeo, já atingia a trágica marca de 871 óbitos, nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.

Em Nova Friburgo, nossa equipe de reportagem registrou o retrato do barbárie: milhares de famílias abandonadas em abrigos, sem nenhuma perspectiva de recomeçarem a vida, depois de perderem tudo que tinham. Enquanto os gerenciamentos de turno e o monopólio dos meios de comunicação se empenham em culpar o povo pobre pela tragédia, as vítimas desenterram os corpos de seus parentes e tentam resgatar dos escombros o pouco que sobrou do que tinham, fruto de anos, décadas de árduo trabalho.

Como se o abandono e a indiferença não fossem o bastante, o velho Estado agora aproveita o desastre para remover várias favelas da região serrana, muitas delas em áreas de baixada, que não correm riscos. Além disso, com o pretexto de evitar saques, a cidade foi citiada pelas tropas do exército, enquanto milhares de desabrigados buscam respostas dos gerenciamentos de turno, temendo terem o mesmo fim dos moradores do morro do Bumba. Por lá, quase um ano após as chuvas que deixaram 241 mortos na favela de Niterói, muitos moradores vivem até hoje em abrigos sem ter recebido nada dos políticos que, na época, tanto prometeram reparação.