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BLOG INFORMATIVO

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

MAIS UM CAMPONÊS ASSASSINADO EM RIO ALTO - BURITIS/RO

Reproduzimos uma nota dos companaheiros da LCP de Rondônia e Amazônia Ocidental.

No dia 04 de fevereiro de 2011,  mais um camponês foi assassinado e outro gravemente ferido em uma emboscada, quando voltavam para o município de Buritis.

O fato aconteceu por volta das 10:30 na ponte do rio Candeias, no mesmo lugar que em dezembro de 2009 foram assassinados os camponeses Elcio e Gilson.

(Companheiros Elson e Gilson, assassinados pelo latifundiário Dílson Caldato)
Joãozinho como era conhecido por seus companheiros era uma das lideranças da área Rio Alto. Dias antes camponeses moradores da área alertavam que Dílson Caldato estava rondando a área com um grupo de pistoleiros.

A área Rio Alto está marcada desde o seu início pela violência do latifúndio contra as massas camponesas, pela inércia e conivência do velho Estado e seus órgãos com os crimes cometidos pelo latifúndio.

No final do ano passado foi feito um acordo com o Incra para que a violência contra os camponeses parasse. E agora novamente mais um camponês assassinado e outro gravemente ferido.

O povo quer terra, não repressão!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

BRANQUINHA-AL: DUELO DE CANALHAS


Branquinha, tem 48 anos de emancipação política, 10.586 habitantes, segundo o último censo do IBGE realizado em 2010. Apesar de pouco tempo de existência, já é famosa pelos seus escândalos de corrupção e perseguição política. Situada entre Murici, feudo da oligarquia Calheiros e União dos Palmares, feudo do Ex-governador Manoel Gomes de Barros.

Reduto de miséria e a exploração, fatores que ajudam a manter a população, que em sua maioria é formada por camponeses, sob o julgo dos grupos “palacianos” que há décadas duelam entre si para ver quem mente melhor para o povo, visando sempre apenas continuar com a mesma política de opressão contra as massas.

Em 1962 o distrito de Jagatá desmembrou-se da cidade de Murici, deixando de ser distrito para se emancipar como município de Branquinha, nome inspirado no rio que corta a pequena cidade, conhecido como rio da Branca. Sempre foi governada por grupos contrários as reais necessidades do povo, grupos estes que até hoje se mantém as custas do dinheiro do povo.

Atualmente, os Freitas partidários do partido e da oligarquia Calheiros (PMDB), após uma grande onda de denuncias durante o gerenciamento de “Neno” Freitas, decidiram apoiar o promotor público “Dadado” Maia, filho do desembargador Jairon Maia, filiado ao partido e ao Ex-governador Manoel Gomes de Barros (PTB).

No regime de Dadado Maia, as contradições municipais se elevaram e conseqüentemente uma nova onda de denuncias e de perseguições políticas começou a ruir o mandato do promotor. Assim, os Freitas, utilizaram este cenário para retomar as rédeas do poder municipal, cortaram os laços com Dadado e começaram a promover Ana Renata Freitas, mulher de Neno Freitas, para iludir as massas na crença que ela seria diferente.

Grande foi a ilusão do povo, ao acreditar que a mudança de um simples personagem iria mudar alguma coisa na política da cidade. Isso também se reflete em todas as instâncias da política nacional.

Ana Renata Freitas demitiu os ASPONE’s* do antigo gerenciamento e admitiu outros do seu agrado. Reformulou um novo quadro de funcionários, sempre optando pelos seus partidários mais próximos. As enchentes de junho de 2010 destruíram grande parte da cidade, inclusive a prefeitura e a câmara municipal, um grande negócio para os corruptos da cidade, porque várias provas dos saques aos cofres públicos foram, literalmente, “por água abaixo”.

Agora o Ministério Público, através de uma investigação, descobre um rombo de cerca de R$ 1,5 (um milhão e meio) nos cofres da prefeitura. Enquanto os desabrigados ainda fervem em baixo de barracas mal estruturadas, que a maioria já não esta mais servindo, passando fome e humilhações, a família Freitas e toda a sua corja de ladrões infames comem as custas da miséria do povo.

Vale ressaltar que não adianta se é Dadado ou Renata Freitas, qualquer prefeito, governador ou presidente, independente da função política que se tenha, enquanto vivermos neste regime político-econômico atual sempre haverá fome e miséria.

A parte boa é que no meio desta disputa palaciana, entre canalhas, o povo já cansado de ser sempre deixado em últimos planos, mobiliza-se, mesmo de forma inconsciente, para rebelar-se contra estas injustiças. Percebem que não existe outra saída se não unir-se a os seus iguais para conquistar tudo aquilo que os “governos” não garantem.

Mudar radicalmente a estrutura política que temos, para transformar nossas cidades, estados e o nosso país numa pátria livre dessa corja de parasitas, é uma necessidade histórica que se reafirma a cada escândalo como este.
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NOTA:
* Assessor de Porra Nenhuma.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

REGIÃO SERRANA: CATÁSTROFE NATURAL OU CRIME PREMEDITADO?




Fonte: Blog do jornal A Nova Democracia: http://www.anovademocracia.com.br/blog


Nos dias 24 e 25 de janeiro, a equipe de reportagem de A Nova Democracia foi à cidade de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. O município foi o mais atingido pelas chuvas que devastaram a serra nos dias 10 e 11 do mesmo mês. O número total de mortos divulgado até o dia da publicação deste vídeo, já atingia a trágica marca de 871 óbitos, nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.

Em Nova Friburgo, nossa equipe de reportagem registrou o retrato do barbárie: milhares de famílias abandonadas em abrigos, sem nenhuma perspectiva de recomeçarem a vida, depois de perderem tudo que tinham. Enquanto os gerenciamentos de turno e o monopólio dos meios de comunicação se empenham em culpar o povo pobre pela tragédia, as vítimas desenterram os corpos de seus parentes e tentam resgatar dos escombros o pouco que sobrou do que tinham, fruto de anos, décadas de árduo trabalho.

Como se o abandono e a indiferença não fossem o bastante, o velho Estado agora aproveita o desastre para remover várias favelas da região serrana, muitas delas em áreas de baixada, que não correm riscos. Além disso, com o pretexto de evitar saques, a cidade foi citiada pelas tropas do exército, enquanto milhares de desabrigados buscam respostas dos gerenciamentos de turno, temendo terem o mesmo fim dos moradores do morro do Bumba. Por lá, quase um ano após as chuvas que deixaram 241 mortos na favela de Niterói, muitos moradores vivem até hoje em abrigos sem ter recebido nada dos políticos que, na época, tanto prometeram reparação.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

TRABALHADORES E ESTUDANTES ENFRENTAM A PM ALAGOANA EM DESPEJO VIOLENTO


Às 9h30min da terça-feira, dia 25 de janeiro, cerca de 150 homens integrantes do BOPE, da PELOPES e da Cavalaria da PM-AL, se prontificaram as margens da BR-104 para voltarem a invadir o Assentamento Cavaleiros, na cidade de Murici-AL, onde no dia anterior já havia sido realizada uma reintegração truculenta protagonizada pelo Estado. Neste momento, companheiros solidários a luta dos camponeses de Cavaleiros, outros camponeses da Liga dos Camponeses Pobres – LCP e estudantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR, fecharam a BR-104 com uma barrigada de pneus e troncos de árvores ardendo em chamas.

Após esta ação dos companheiros, uma guarnição do BOPE, equipada com todo seu aparato repressivo, avançaram contra os manifestantes e deflagraram vários disparos de balas de borracha e bombas de efeito moral.

Os PM’s invadiram um assentamento a margem da BR-104, onde não Havia nenhuma ação legal para esta área, e impediram que os seus moradores retornassem a suas casas. Os manifestantes foram obrigados a recuar para uma mata próxima, devido a truculência das tropas de repressão. Ao tentarem sair da mata foram ameaçados de prisão e espancamento pelos PM’s.

Com esta pequena contribuição, os companheiros conseguiram evitar um verdadeiro banho de sangue, já programado pelos comandos da PM-AL, para os camponeses do Assentamento Cavaleiros. A barricada fez com que a tropa se dividi-se nas tarefas de invadir o Assentamento e outra de vigiar a BR-104.

Houve tentativa de negociação, porém o Estado alagoano foi claro em afirmar: “-Caso as famílias não saiam, adicionaremos mais 200 homens no efetivo e as mortes serão responsabilidade dos movimentos.” Afirmou o major Alessandro Paranhos, do gerenciamento de crise ou “a turma do terror psicológico”, o mesmo que havia negado o uso de bala letal contra o camponês José Vicente Pereira na operação do dia anterior.

Nestas condições de extrema comoção, centenas de famílias foram arrancadas de suas casas, após quase 10 anos de vivência na terra. Sem chance para o dialogo nem negociações, só o peso bruto da mão podre do velho Estado reacionário.

Mas, enganasse quem pensa que isso amedronta as massas em sua luta incansável por justiça e liberdade. A audácia e a resistência prevalecerá a todas estas investidas desesperadas do velho Estado, que tenta quebrar o que historicamente é inquebrantável, a justa rebelião popular.

Viva A Revolução Agrária!

Terra a quem nela trabalha!

Morte ao Latifúndio!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

POLÍCIA FASCISTA TENTA MATAR CAMPONÊS


Na tarde desta segunda-feira, 24 de janeiro, após uma ação de despejo truculenta comandada pela polícia militar alagoana, com tropa de choque e cavalaria, no Assentamento Cavaleiros, na cidade de Murici – AL, um policial do BOPE realizou 3 disparos de pistola em direção a massa, e um deles atingiu o camponês José Vicente Pereira, que foi atendo no Hospital Dagoberto Omena na cidade de Murici.

Ficha de Atendimento do Companheiro Baleado

O assentamento Cavaleiros é uma área que a cerca de 10 anos é povoada por camponeses integrantes do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade – MTL. Depois de todos estes anos, o Estado criminoso de Alagoas vêm tomar o que já é legitimamente do povo.

"O Caminho do Bem"

Este é o “ O caminho do bem”, cacarejado pelo governador Teotônio Vilela, este é o sistema que obriga o povo a votar e acreditar que vivemos uma democracia, é democracia para os ricos e repressão para os pobres. As massas do campo e da cidade precisam unir forças para combater esta opressão contra os trabalhadores em nosso estado.

Morte ao Latifúndio!

Viva a Revolução Agrária!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

LALGARH: MAOÍSTAS INCENDEIAM CASAS DE REACIONÁRIOS DO PCI (M)


Retirado de Ódio de Classe.

Cinco dias depois da morte de sete camponeses pelas mãos de pistoleiros do PCI (M) – O Partido “Comunista” legal - em Netai Lalgarh, os maoístas começaram a retaliação, queimando as casas dos membros da PCI (M).

Um grupo de maoístas entraram na aldeia de Chandpal e incendiaram seis casas, todas pertencentes aos membros proeminentes do PCI (M).

Os maoístas, gritaram palavras de ordem contra o massacre do povo de Netai , atearam fogo na casa abandonada de Vivekananda Mondal, membro da PCI (M), e cinco casas de membros do mesmo partido.

Os maoístas também deixaram em Netai cartazes denunciando a matança.

Entretanto, mais de 150 prisioneiros políticos detidos em conexão com atividades maoístas iniciaram uma greve de fome em prisões diferentes de Bengala Ocidental desde a manhã de 12 de janeiro. A greve foi lançada em protesto contra os "assassinatos em massa" na aldeia de Lalgarh Netai, onde sete moradores desarmados foram mortos a tiros por quadros PCI-M em 07 de janeiro.