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BLOG INFORMATIVO

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

CRÍTICA A FALSIFICAÇÃO ALEGÓRICA DE GEORGE ORWELL


A todos que admiram George Orwell, antes de tudo me desculpem. Mas, Revolução dos Bichos é uma obra que induz ao conformismo e a deixar tudo como está. Pois na idéia de George Orwell, não existe esperança para humanidade e nunca vai existir justiça nem igualdade para as pessoas, e isso é fazer com que todos aceitem as opressões deste sistema, porque um escritor, conservador de merda, gastou rios de tintas e pilhas de papeis para escrever um punhado de inverdades.

Companheiros, creio que vocês são bem capazes de imaginar as mais horríveis torturas que milhares de brasileiros e outras pessoas por todo o mundo que sofreram em nome de uma sociedade melhor. E o que sustentou esta firmeza, mesmo com choques, cortes, chicotadas, estupros, unhas arrancadas e assassinatos brutais? Digo, foi a esperança de que outros continuariam a lutar. Lênin e seus camaradas mostraram que a ideologia do proletariado realmente poderia ser colocada em prática, e a Revolução Bolchevique, foi um marco para a história dos que se dizem ao lado do povo em todo o mundo. A esperança é o que se tem de mais forte em um revolucionário, e mesmo que morra ela continua a pairar sobre outros tantos.

Gostaria de falar sobre o livro em questão, mas quero ser franco, porque se ele fala sobre a Revolução Russa, então será revendo esta que iremos desmentir tal obra. Pra início, o que Orwell fez na vida além de mentir e sujar o nome dos bravos chefes do proletariado? Nem Lênin nem tão pouco Stalin foram porcos, Trotsky pode até ser considerado como um, assim como o próprio Orwell. Leon Trotsky sempre foi contra a idéia de uma revolução na Rússia, tanto é que ele foi um dos fundadores do Partido Menchenvique junto com, outro renegado do marxismo, Martov. A Revolução Russa passou por três períodos antes de triunfar: em 1905, com a chacina conhecida pela história como “Domingo Sangrento”, onde milhares de operários foram mortos numa manifestação pacífica organizada pela igreja católica em frente ao palácio do Czar Nicolau III; em março de 1917 a burguesia russa realiza o que ficou marcado como “A Revolução Branca”, os Mechenviques a apóiam e passam a defender a idéia de dualidade de poderes entre a burguesia e o proletariado, é quando Lênin afirma: “Fora o poder tudo é ilusão!”, que ou os trabalhadores tomavam o poder ou continuariam a viver sob o julgo da opressão capitalista, que só com o socialismo e depois com o comunismo a sociedade seria justa para todos, e só a classe proletária poderia fazer esta tarefa; Então, em outubro de 1917, em plena primeira guerra mundial, nasce o primeiro país socialista da face da terra, com a Revolução Vermelha, a primeira vez na história que um grupo de miseráveis toma o poder. Visto que os bolcheviques triunfaram, Trotsky abandona os mencheviques e jura fidelidade ao PCR(b). A esperança toma todos os autênticos comunistas do mundo, e estes sofrem represálias fortíssimas, ou vocês não sabem nossa história?

Alguns leigos, que além de não conhecerem e não estudarem a história, afirmam que na Revolução Russa morreu mais gente do que na segunda guerra mundial, que foi a mais sangrenta de todos os tempos. Esta é uma questão que tem que ser rebatida. Sim, morreu muita gente, muito sangue russo foi derramado. Mas, por quê? Porque, quando o Partido Comunista da Rússia (bolchevique) triunfou, os países capitalistas decidiram parar a guerra imperialista e se dedicarem a aniquilar o mal maior, o Comunismo. 25 países invadiram a, então recente, União das Republicas Socialistas Soviéticas. Lênin junto ao povo orquestraram o que se chamou de Comunismo de Guerra, onde todo o povo se lançou numa batalha cruenta para expulsar os invasores que tentavam retomar o poder para a burguesia, estas invasões forma responsáveis pelas milhares de vidas ceifadas e não o socialismo.

Trotsky se tornou membro do Partido Comunista e chefe do Exercito Vermelho. Porém, após denuncias vindas dos próprios soldados vermelhos, ele teria se corrompido às tropas invasoras e comandava o Exercito Vermelho para o extermínio, abandonando os soldados em lugares de domínio estrangeiro, negando munições, comida e armas para as frentes de batalha. Então, Trotsky foi expulso do Exercito Vermelho e em seguida do partido. Depois em 1919, houve um atentado, supostamente comandado pelos alemães ao governo soviético, e Trotsky foi acusado de ter participado da ação. Ele foi expulso da URSS através de um referendo popular, procurou abrigo na Polônia e lá os sindicatos realizaram uma greve geral pedindo sua extradição, depois se abrigou no México sob a proteção da CIA, principais inimigos da URSS, e lá neste abrigo ele foi assassinado com uma picaretada na cabeça.

Após o 20º congresso do PCUS, quando Krushov renegou todos os pilares do socialismo, defendendo as três pacificas e os dois todos, onde defendia que, por razão da iminência de uma guerra atômica mundial, os comunistas deviam existir de forma pacifica, lutar de forma pacifica e participar da política burguesa, sendo que o partido seria de todas as classes e o estado também, negando a ideologia do proletariado e sua gerência orgânica onde o partido apoiado pelas frentes populares (movimentos, sindicatos e associações) era quem comandaria o poder da ditadura de muitos contra poucos, expondo uma Nova Democracia, em que apenas a classe trabalhadora que é maioria decidia os rumos da sociedade, diferente da sociedade em que vivemos.

Mao Tsetung foi o único que rebateu o revisionismo podre de Krushov. A princípio em cartas secretas, depois, visto que a podridão covarde havia se abatido na URSS com a confirmação do programa de retroação capitalista A Perestroíka, Mao, publicou este combate intelectual no periódico Pequim Informa, documento conhecido como As Cartas Chinesas.

Outras mentiras deslavadas são despejadas todos os dias contras aqueles que ousam destruir esta sociedade de exploração e miséria. Mas, continuamos na luta. Alguns são torturados outros brutalmente assassinados, mas a gente continua na luta, até a vitória final. E não vai ser um escritor de merda com ideologias vazias que vai fazer a história de séculos de luta do proletariado mundial vai acabar. Vamos tomar terras, vamos fazer greves, vamos pichar muros, vamos tomar cidades, vamos tomar o poder.

Desculpem-me, mas sua postagem elogios à obra podre de Jorge Orwell são de cunho criminosas contra a luta dos povos do Brasil e do mundo. Ou vocês acham que todos que lutam por ideal de justiça são como porcos? Porcos são os que criminalizam as lutas do povo, o justo direito das massas se rebelarem e de almejarem destruir este velho estado. Ou será que o pessimismo e o ceticismo se apossaram de você? Será que você pensa como Orwell, que a sociedade esta condenada a viver nesta desgraça? Orwell é um renegado, falsificador da história e da filosofia de luta. Dizer que o mundo não tem solução, porque toda a humanidade esta condenada a indiferença e ao individualismo, é se acomodar e fortalecer a sociedade preconceituosa e fascista presente.

“Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a perder nela a não ser suas cadeias. Têm um mundo a ganhar.” (Manifesto do Partido Comunista – 1872, Karl Marx e Friedrich Engels)

“Fora o poder tudo é ilusão!” (Lênin)

“Só quem investiga tem direito a palavra.” (Mao Tsetung)

Sugestões:

LIVROS
·         Manifesto do Partido Comunista – Marx e Engels
·         A História do Partido Comunista da Rússia (bolchevique) – Comitê Central do PCUS
·         O que fazer? – Lênin
·         O Estado e a Revolução – Lênin
·         As Cartas Chinesas: A batalha ideológica que o Brasil não viu – Mao Tsetung versus Krushov
·         Os Subterrâneos da Liberdade – Jorge Amado

FILMES
·         LAMARCA
·         DIÁRIO DE MOTOCICLETA
·         CHE: 1 e 2
·         SPARTACUS
·         CABRA CEGA
·         CABRA MARCADO PARA MORRER
·         CHOVE SOBRE SANTIAGO
·         ESTADO DE SÍTIO
·         BATALHA DA ARGEL

domingo, 26 de dezembro de 2010

VISITA AO LIXÃO-26 DE DEZEMBRO DE 2010

Dia 26 de dezembro de 2010 dia do pós-Natal, um dia cheio de significados para aqueles que comemoram a festa cristã, mas no lixão de uma cidade do interior de Alagoas é apenas mais um dia qualquer. Homens, mulheres, crianças e idosos se misturam a paisagem miserável e desumana. Catando os restos de tudo aquilo que a cidade não quer mais. São camponeses sem terra, são operários desempregados, idosos e deficientes que a previdência não atende e famílias que o Bolsa Família não consegue suprir.

(Lixão de União dos Palmares-AL)
Escolhi este dia para sair com alguns amigos com a idéia de conhecer o Lixão de União dos Palmares e as centenas de pessoas que vivem do que catam neste local. Atividade fora do comum para o modelo de sociedade em que vivemos. Caminhamos quase 1 Km até chegarmos no local combinado. Nada de portões, cercas, muros ou demarcações para delimitar o espaço reservado para os dejetos, pois, parece que o lixão palmarino, que atende grande parte da região da zona da mata alagoana, foi planejado para se expandir e poluir tudo a sua volta. É fácil saber onde fica, porque existe um rastro de lixo e fedentina por toda a estrada de barro até chegar no “centro” do Lixão, uma vez que este não tem limites, o centro seria a parte que contem mais lixo que as outras partes.


(Lixão: Sem cerca e sem demarcação)

Encontrei um grupo de catadores, que se refugiavam do sol, numa espécie de cabana improvisada com pneus velhos e colchões usados. O grupo era formado por uma mulher, um adolescente e um menino. Apesar da desconfiança, em ver um cara 8 horas da manhã num domingo após o Natal caminhando com uma câmera pelo Lixão da cidade, fui conquistando a confiança do pequeno grupo aos poucos e a conversa foi se estendendo, a ponto de conhecer um pouco mais sobre este espaço onde parte da sociedade joga o que não a serve mais, e sobre estes que vivem justamente do que a outra já não quer mais. Não por capricho ou vontade, mas por necessidade de viver e não morrer de fome.

(Abrigo improvisado no meio do Lixão)

A senhora, que de certa forma liderava o grupo, apesar de não querer bater foto e não dizer seu nome, comentou que já faz dois anos que trabalhava ali. Falou que não era do quadro, nome dado para uma organização, ainda débil, dos catadores do Lixão, também disse que existe uma programação onde outros tantos que revezam durante a semana para trabalhar, e ela apenas vinha aos sábados e domingos. Aparentava estar incomodado com a minha presença, mas não me destratou em nenhum momento. Apontou o barraco onde o protótipo de associação guarda algumas botas, luvas e bonés, um barracão de lata caindo aos pedaços. 

(Barracão da "associação" dos catadores)

Perguntei se alguém catava alimentos para consumo próprio. Ela negou, disse que alguns iam lá para pegar sim, mas para dar aos porcos. Porém, há indícios que levam a crer que existem pessoas que comem restos de comida que são jogadas no Lixão.
O adolescente não falou muito, apenas um bom dia e nada mais. O menino era o mais entusiasmado, se mostrou bastante curioso e atento a nossas movimentações, sempre com um riso no rosto.

Há dois meses, quando a usina Laginha começou as queimadas em suas plantações de cana-de-açúcar, devido a falta de limitações do Lixão e o despreparo dos brigadistas da usina, o fogo começou a tomar conta das montanhas de lixo. Dentro destas montanhas existem produtos tóxicos, lixo hospitalar, dejetos químicos e orgânicos que reagem a todo instante as mudanças de temperatura. Deste então, até o exato momento, os catadores trabalham sobre uma intensa cortina de fumaça tóxica e o fogo queima dia e noite sem parar.


Paralelo a toda esta situação, perto do Lixão existe uma granja que joga todos os dias detritos no riacho do Macaco, que passa pelo Lixão.

Em apenas uma visita pude perceber vários abusos contra a dignidade humana, como a fome, a miséria, a exploração trabalhista, o trabalho infantil e as doenças. Mas, o estado não vê, não percebe e não resolve, porque não é da natureza deste sistema solucionar problemas sociais nem muito menos de se importar com as pessoas. O máximo que este sistema pode oferecer são Bolsas Esmolas, compra de votos e projetos subjetivos, que não resolvem nada definitivamente. Isso não é um problema de uma gestão especifica, de um governante em particular nem de um partideco eleitoreiro safado, mas sim de todo um sistema putrefato e atrasado que já não atende as necessidades do povo. Então, o povo é quem tem que destruí-lo e reconstruir outro justo e verdadeiramente democrático.


VIVA OS 117 ANOS DO NASCIMENTO DO PRESIDENTE MAO TSETUNG!


Dia 26 de dezembro de 2010, dia do 117º aniversário de nascimento do Presidente Mao Tsetung. Saudemos o heroi do povo, o homem que marcou a história e a ideologia do proletariado mundial, elevando o conceito marxista para uma nova e superior etapa o marxismo-leninismo-maoísmo.

domingo, 19 de dezembro de 2010

A CUMPLICIDADE HISTÓRICA DAS CLASSES DOMINANTES E A CRIMINALIZAÇÃO DAS LUTAS POPULARES


Milhares de pessoas por todo o país, estudantes, trabalhadores e intelectuais, se organizaram em inúmeras organizações democráticas, existindo de forma clandestina, para lutar de todas as formas por um Brasil justo e com dignidade para seus filhos. Muitos foram caçados, perseguidos por dias e noites, quando encontrados, eram brutalmente torturados e mortos.

Mulheres, crianças e idosos foram açoitados pelos verdugos fascistas da ditadura militar brasileira. Choques, cortes de navalha, estupros, fome, sede e até animais faziam parte dos métodos usados para fazer parentes de militantes falarem.

Visto que na maior parte das Américas o povo já havia se levantado em armas contra os regimes de caráter militar, o governo brasileiro, percebendo que era impossível destruir o desejo dos brasileiros de se rebelarem por uma sociedade melhor, temia, não por antecipação, pois, também no Brasil existia luta armada, mas o avanço da aceitação publica para com a revolução.

A lei de anistia, de forma geral e irrestrita, serviu apenas para tentar calar a boca das famílias daqueles que foram barbaramente assassinados pelo regime militar fascista brasileiro. Mas, também concede uma espécie de perdão aos assassinos, aos torturadores, aos criminosos nazi-fascistas que compuseram as fileiras da repressão em nosso país.

Nada mudou na esfera do poder, durante a suposta transição de Estado militar para civil. Apenas o caráter militar não mais atendia aos padrões de dominação em países de economia atrasada. Na década de 80, estava na moda os processos de “redemocratização”, pacotes políticos e econômicos que obrigavam países como o Brasil a ter eleições diretas e parlamentos. Porém, os mesmos personagens continuaram em cena, não mais como atores principais, mas como patrocinadores e diretores de todo o processo.

Como pode haver re-democratização, se jamais houve democracia no Brasil? Será que o direito de ter que escolher um punhado de canalhas, de dois em dois anos, para nos oprimir faz do nosso país uma sociedade democrática? Mas, outra questão é, porque os criminosos do regime militar, além de nunca terem sido punidos, jamais perderam seus cargos nas corporações estatais? E muitos ainda recebem uma aposentadoria pelos serviços prestados a pátria, quais seria estes? Talvez, por terem torturado e estuprado crianças e mulheres grávidas, por terem esquartejado ativistas políticos ou por terem queimado pessoas vivas.

Em 2009, houve o maior escândalo devido a cogitação em abrir os arquivos da ditadura militar e assim descobrir muitos assassinos. Mas, tudo foi ligeiramente abafado, por Lula e seus sequazes. Este ano, 2010, o ministro da Defesa Civil, Nelson Jobim, mesmo sobre forte repudio da corte interamericana da Organização dos Estados Americanos – OEA, fez as seguintes afirmações;

“-Se você tem uma lei que anistiou, ela não pode ser revista hoje. É uma lei que se esgota em sua própria vigência.”

”-Quando isso acontece, há um consumo brutal de energia no primeiro ano de governo, só retaliando o governo anterior.

-O processo de transição no Brasil é pacífico, com histórico de superação de regimes, não de conflito. Isso nem sempre acontece nos países da América espanhola, muitas vezes pautados por situações de degola e pelo lema: lucha hasta la muerte [luta até a morte]”.

(Fonte: R7.com-15/12/2010)

Na primeira afirmação ele defende que a “(...) lei da anistia se esgota em sua própria vigência.”, Mas, como criminoso e vítima podem ser tratados da mesma forma? Por que o Supremo Tribunal Federal se recusa a avaliar os crimes da ditadura militar, mesmo tendo provas, e ainda sim decidir que tanto vítimas quanto assassinos devem ser perdoados? Os que foram mortos estão sendo perdoados pelo que, por terem sido mortos injustamente? Bem, creio que esta lei não se encerra em si mesma coisa nenhuma.

A segunda afirmação é típica dos embromadores, quando estava em tempo de julgar empurrava-se a idéia de re-democratizar primeiro, agora, que o Brasil está “democratizado”, a conversa é que devemos enterrar o passado. Apagar a história e manter o povo na ignorância é com certeza uma pérola maquiavélica.

Na terceira, ele começa fazendo o jogo da repressão que o Brasil é pacífico, sem guerras, etc. Isto serve de auto-estima para o Estado, o fato de sempre ter conseguido manter sua repressão brutal e truculenta afinada com a política de servir aos mandos de países imperialistas fez com que os movimentos populares combativos recuassem em suas rebeliões, mas enganasse se pensa que o povo esquece seus mártires, pois um dia o povo irá cobrar caro por eles.

Ele ainda se lembra de criminalizar as lutas populares por libertação nacional vivida por muitos países americanos, principalmente os de origem espanhola. Debochando de uma palavra de ordem do companheiro Che Guevara, proclamada em 1964 numa reunião da ONU. Isso só complementa os autos que caracterizam a natureza indiferente do senhor ministro para com as lutas do povo no Brasil e no mundo.

O Estado burguês-burocrático-latifundiário não tem nada a oferecer, seja em que tempo for, aos miseráveis deste país. O povo tem que se empenhar em procurar dar continuidade a luta dos bravos companheiros que foram mortos entre as décadas de 60 e 80, e os que continuam sendo mortos ainda hoje pelos mesmo motivos que antes. Militar ou civil, a ditadura ainda é da burguesia. Se o estado não mudou, então a luta não muda. 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ESTADO FASCISTA E COVARDE AGRIDE SEM TETO NO RIO DE JANEIRO

Ontem, dia 13/12/2010, manifestantes que tentavam impedir a ação de remoção de 50 famílias de sem-teto que ocupavam um prédio do INSS, na Av. Mem de Sá, foram agredidos com spray de primenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha, numa atitude que revela a não existência de qualquer diferença para os pobres entre a ação policial da ditadura civil-militar e a da atual  plutocracia.  A ação desastrosa da PM, comandada pelo inepto e descontrolado Ten. Ortega, do 13º BPM, como observou a defensora pública do estado Adriana Britto, foi desproporcional à natureza pacífica do protesto. A PM, inclusive, agrediu a defensora com spray de pimenta, numa demonstração de completo descontrole. 
(Retirado do blog Luta Popular)

Mediante a ação fascista dos cães de guarda da burguesia, pode-se perceber com clareza diversas formas de opressão que o Estado realiza contra as massas, de espancar crianças, idosos e mulheres, demonstra para que afinal serve um Estado burguês-burocrático-latifundiário para impor democracia de direitos para os ricos e ditadura de deveres para os pobres. Negando até as próprias leis superficiais forjadas para, de tempos em tempos, posar de Estado democrático e preocupado com o bem-estar da população. Mas estas leis não passam de grandes mentiras atiradas ao nada, pois não favorecem o povo na prática.

Veja alguns exemplos de leis, na teoria e na prática:

(Lei Maria da Penha)


(Estatuto da Pessoa Idosa)


(Estatuto da Criança e do Adolescente)



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

BOCA DE CAÊRA INFORMA

No mês de dezembro, o blog informativo Boca de Caêra participou do I Prêmio de Blogs Alagoanos na categoria Política.  Prezando pela democratização, de todos que fazem o Boca de Caêra, uma enquete foi realizada com a seguinte questão; O que você achou do blog Boca de Caêra esta participando de um concurso de blogs? -  As opções de respostas foram: Bom, Ruim, Ótimo ou Péssimo. Após uma semana de votação, o resultado foi de 100% de aprovação, sendo que 40% acharam Bom e os outros 60% Ótimo.

Infelizmente o Boca de Caêra não conseguiu ganhar este concurso, mas um comentário deixado por uma  apoiadora do nosso blog no site da votação do concurso deixou claro o que move os princípio deste espaço, estar o lado dos interesses do povo. Segue o comentário: "Um blog necessario. Eu voto!" (Anna-10 de dezembro de 2010)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

COMPANHEIRO ELIAS! PRESENTE!


As 16h do dia 8 de dezembro, um grupo para-militar formado por jagunços da usina Utinga Leão, situada entre as cidades de Rio Largo e Messial-AL, invadiram por uma mata um acampamento organizado pela Liga dos Camponeses Pobres e tocaram o terror entre os acampados, gritaram nomes de lideranças camponesas da região e por um acaso neste havia uma grande liderança, o companheiro Elias Francisco Santos da Silva que foi morto com vários disparos de armas de grosso calibre e demais que a pericia identificou como de uso exclusivo das forças armadas, como a exemplo o fragmento de uma cápsula  do que seria uma escopeta de uso registro as Forças Armadas Brasileiras.

O companheiro Elias era um homem simples, de uma família humilde, possuía hábitos comuns e trabalhava com muita dignidade. Dirigia a quase um ano a ocupação da área conhecida popularmente como Lageiro no município de Messias-AL. Não era de deixar se levar por falsas promessas, desta forma foi que se aproximou da Liga dos Camponeses Pobres, uma organização séria a qual Elias tinha orgulho de pertencer e defender. Casado, pai de 6 filhos, vivia e produzia com sua familia e tantas outras que estavam acampadas na área.

Existem inúmeras denuncias realizadas pelo movimento camponês alagoano de que há muito a usina Utinga Leão vem treinando seus vigilantes para servir como milícia no combate aos camponeses pobres. Mesmo após diversas denuncias, protestos e manifestações vimos nosso caro companheiro ser brutalmente assassinado pelas mãos do latifúndio. Os jagunços tinham, além das armas exclusivas, capuzes e coletes aprova de balas. Após assassinarem o companheiro Elias e expulsarem os demais camponeses do acampamento, os criminosos permaneceram por entre as arvores que cercam a área até a primeira guanição da Policia Militar chegar, esta ao chegar foi recebida a bala pelos jagunços e foram obrigados a bater em retirada, depois com reforço, voltaram e mais uma vez houve combate, mas o comandante se viu obrigado a se retirar, pois segundo ele os PM's não estavam treinados para combaterem naquelas condições (na mata) porque não havia sido treinados para isso. Estes acontecimentos aliados ao fato de só executarem apenas uma liderança da organização camponesa demonstra que este grupo teve treinamento tático-militar, de inteligência e combate em selva, uma verdadeira tropa de choque do latifúndio.

Na manhã do dia 9 de dezembro, por volta das 10h, quatro elementos, supostamente, os mesmos criminosos do companheiro Elias, tentaram intimidar camponeses do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade - MTL. Mas este já haviam armado seu esquema de segurança e conseguiram botar os jagunços pra correr.

O enterro foi simples e rápido. Os familiares queriam faze-lo o mais rápido possível, pois a brutalidade fascista dos bandidos foi tamanha que alvejaram a queima roupa um tiro de espingarda calibre 12 na face do companheiro, impossibilitando de o caixão ser aberto durante o seu enterro. Mas isto não impediu de que fosse realizadas todas as honras e homenagens proletárias ao combativo defensor da classe trabalhadora. Pra inicio foi cantado o hino da Internacional, logo após cada companheiro e familiar expressou suas últimas palavras ao camarada. Sempre ao fim de cada fala todos vibravam: Companheiro Elias! Presente!

"Sabei que o povo não falha seja aqui em em outra terra." (Zeca Afonso)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

TRABALHADORES E ESTUDANTES BRASILEIROS PEDEM A LIBERTAÇÃO DE ADVOGADO COMUNISTA PRESO INJUSTAMENTE NA CHINA


Apesar da demora, em fim o vídeo sobre o protesto de organizações democráticas brasileiras pedindo a imediata libertação do advogado chinês Zhao Dong-min.


As palavras de ordem exigindo “Liberdade para Zhao Dong-min”, gritadas em português e também em inglês, ecoaram no setor de embaixadas de Brasília, nesta quinta-feira, dia 18 de novembro. Os manifestantes que se postaram em frente ao portão principal da Embaixada da China, na Avenida das Nações, quadra 813, portavam dois grandes estandartes que estampavam a foto do advogado chinês Zhao Dong-min, faixas exigindo a sua imediata libertação, além de bandeiras das entidades.
A manifestação de protesto, contra a prisão ilegal e contra a absurda condenação a três anos de cárcere imposta ao advogado chinês Zhao Dong-min, foi organizada pela ABRAPO – Associação Brasileira dos Advogados do Povo, IAPL – International Association of People’s Lawyers, Liga Operária e CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos. Operários, advogados e estudantes de direito demonstraram o total repúdio à política fascista do governo da China de perseguir e encarcerar quem luta contra o regime de escravidão e corte de direitos a que são submetidos os trabalhadores no país.
Mostrando a mesma atitude autoritária e arbitrária do seu governo, além de total despreparo para o exercício de funções diplomáticas, o embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi, negou-se a receber o documento elaborado pelas entidades organizadoras do protesto. A atitude do embaixador foi acionar a polícia militar que imediatamente cercou a entrada da embaixada. A delegação de representantes das entidades se postou em frente ao portão da representação da China que permaneceu todo tempo fechada. Gritos histéricos em chinês proferidos de dentro da embaixada e que eram ouvidos do lado de fora dos muros causaram risos entre os manifestantes.
Usando um potente megafone, os manifestantes mantiveram o protesto, com discursos de apoio e solidariedade a Zhao Dong-min, aos trabalhadores da China e de repúdio ao fascismo do Estado chinês. Ao final do ato, já que o embaixador negava-se a receber o documento das entidades, os manifestantes colocaram o documento na caixa de correio da embaixada. Nesse documento, ressaltam-se protestos veementes contra a absurda e ilegal prisão e condenação do advogado Zhao Dong-min e se reitera a exigência dos trabalhadores brasileiros pela sua imediata libertação; a declaração de sua inocência, compensação de suas perdas financeiras e sofrimento mental; punição rigorosa dos responsáveis pelas falsas acusações que originaram a sua arbitrária e ilegal prisão.
Os manifestantes entoaram o hino da Internacional durante o protesto e ao final saíram em passeata e com o firme propósito de levar a campanha pela libertação do advogado Zhao Dong-min para as universidades e locais de trabalho.

Veja o documento das entidades:
Brasília, 18 de novembro de 2010
Ao
Embaixador da China no Brasil
Qiu Xiaoqi
Senhor Embaixador,
A ABRAPO – Associação Brasileira dos Advogados do Povo, a IAPL –International Association of People’s Lawyers, o CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e a Liga Operária, manifestamos o repúdio dos advogados e trabalhadoress brasileiros contra a detenção ilegal e posterior absurda condenação do advogado Zhao Dong-min.
Zhao Dong-min representa a justa luta dos trabalhadores chineses por seus direitos. Este advogado foi submetido a absurda sentença, no dia 20 de outubro, de três anos de prisão acusado de “reunir uma multidão para pertubar a ordem social”. Ele estava preso ilegalmente desde o dia 19 de agosto de 2009 após defender a organização dos trabalhadores de empresas estatais para constituir um grupo de defesa dos direitos trabalhistas com a tarefa de supervisionar a “reestruturacão” das empresas do Estado, para que as administrações não retirem direitos dos trabalhadores, elaborando relatórios e denúncias sobre casos de corrupção e abusos de poder.
Repudiamos essa inaceitável opressão contra este fiel representante dos trabalhadores. É essa a “nova fisionomia” que a China de hoje quer passar para o mundo?
No Brasil, nós trabalhadores também temos sentido na pele o quanto nefasta tem sido a política de “reestruturação” e privatização das empresas estatais, com cortes de direitos, demissões e todo tipo de corrupção. Por isso, somos totalmente solidários aos trabalhadores chineses e em particular a Zhao Dong-min.
Nesse sentido, expressamos ao governo da China os nossos veementes protestos contra a absurda e ilegal prisão e condenação do advogado Zhao Dong-min e reiteramos a exigência dos trabalhadores brasileiros pela sua imediata libertação; a declaração de sua inocência, compensação de suas perdas financeiras e sofrimento mental; além da punição rigorosa dos responsáveis pelas falsas acusações.
ABRAPO – Associação Brasileira dos Advogados  do Povo
Liga Operária
IAPL – International Association of People’s Lawyers
CEBRASPO – Centro Brasileiro de  Solidariedade aos Povos

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

BADH MAOÍSTA CONVOCA TRÊS SEMANAS DE GREVE EM CHHATTISGARH

Retirado do Blog REVOLUCIÓN NAXALITA, postado no dia 1º de dezembro de 2010.

O Partido Comunista da Índia (maoísta) fez um apelo para bandh (greve geral) por um período de três semanas em Bastar em Chhattisgarh. O bandh começará a partir de 02 de dezembro e pediu às pessoas para se abastecer de mercadorias e que se abstenham de viajar para fora de suas aldeias.


Enquanto isso, cartazes maoístas tenham aparecido em muitas aldeias remotas em Dantewada e Bijapur do Sul Bastar de plantão para o bandh de 02 de dezembro, assinada pelo PLGA (Exército Popular de Libertação Gerrillero), que é o braço armado do maoístas.



Em outras ações maoístas de hoje prendeu um líder local do TDP em Andhra Pradesh.



Um grupo de cinco maoístas incendiaram um autocarro dos transportes do Estado, na aldeia de Tupakulagudem.



Em West Bengal líderes maoístas executado dois PCI-marxista reacionária. Os mortos são Bikas Mondal e Arun Mahato. Mahato desapareceu em 25 de novembro, enquanto lutam contra as ações dos maoístas na região.

Em outro incidente, maoístas incendiaram a casa de Harish Mahato, um líder local do PCI-M em Jhargram no mesmo distrito, em 30 de novembro

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A GUERRA DO RIO: A FARSA E A GEOPOLÍTICA DO CRIME


Nós que sabemos que o “inimigo é outro”, na expressão padilhesca, não podemos acreditar na farsa que a mídia e a estrutura de poder dominante no Rio querem nos empurrar.

Achar que as várias operações criminosas que vem se abatendo sobre a Região Metropolitana nos últimos dias, fazem parte de uma guerra entre o bem, representado pelas forças publicas de segurança, e o mal, personificado pelos traficantes, é ignorar que nem mesmo a ficção do Tropa de Elite 2 consegue sustentar tal versão.

O processo de reconfiguração da geopolítica do crime no Rio de Janeiro vem ocorrendo nos últimos 5 anos.

De um lado Milícias, aliadas a uma das facções criminosas, do outro a facção criminosa que agora reage à perda da hegemonia.

Exemplifico. Em Vigário Geral a polícia sempre atuou matando membros de uma facção criminosa e, assim, favorecendo a invasão da facção rival de Parada de Lucas. Há 4 anos, o mesmo processo se deu. Unificadas, as duas favelas se pacificaram pela ausência de disputas. Posteriormente, o líder da facção hegemônica foi assassinado pela Milícia. Hoje, a Milícia aluga as duas favelas para a facção criminosa hegemônica.

Processos semelhantes a estes foram ocorrendo em várias favelas. Sabemos que as Milícias não interromperam o tráfico de drogas, apenas o incluíram na listas dos seus negócios juntamente com gato net, transporte clandestino, distribuição de terras, venda de bujões de gás, venda de voto e venda de “segurança”.

Sabemos igualmente que as UPPs não terminaram com o tráfico e sim com os conflitos. O tráfico passa a ser operado por outros grupos: milicianos, facção hegemônica ou mesmo a facção que agora tenta impedir sua derrocada, dependendo dos acordos.

Estes acordos passam por miríades de variáveis: grupos políticos hegemônica na comunidade, acordos com associações de moradores, voto, montante de dinheiro destinado ao aparado que ocupa militarmente, etc.

Assim, ao invés de imitarmos a população estadunidense que deu apoio às tropas que invadiram o Iraque contra o inimigo Saddam Hussein, e depois, viu a farsa da inexistência de nenhum dos motivos que levaram Bush a fazer tal atrocidade, devemos nos perguntar: qual é a verdadeira guerra que está ocorrendo?

Ela é simplesmente uma guerra pela hegemonia no cenário geopolítico do crime na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

As ações ocorrem no eixo ferroviário Central do Brasil e Leopoldina, expressão da compressão de uma das facções criminosas para fora da Zona Sul, que vem sendo saneada, ao menos na imagem, para as Olimpíadas.

Justificar massacres, como o de 2007, nas vésperas dos Jogos Pan Americanos, no complexo do Alemão, no qual ficou comprovada, pelo laudo da equipe da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a existência de várias execuções sumárias é apenas uma cortina de fumaça que nos faz sustentar uma guerra ao terror em nome de um terror maior ainda, porque oculto e hegemônico.

Ônibus e carros queimados, com pouquíssimas vítimas, são expressões simbólicas do desagrado da facção que perde sua hegemonia buscando um novo acordo, que permita sua sobrevivência, afinal, eles não querem destruir a relação com o mercado que o sustenta.

A farsa da operação de guerra e seus inevitáveis mortos, muitos dos quais sem qualquer envolvimento com os blocos que disputam a hegemonia do crime no tabuleiro geopolítico do Grande Rio, serve apenas para nos fazer acreditar que ausência de conflitos é igual à paz e ausência de crime, sem perceber que a hegemonização do crime pela aliança de grupos criminosos, muitos diretamente envolvidos com o aparato policial, como a CPI das Milícias provou, perpetua nossa eterna desgraça: a de acreditar que o mal são os outros.

Deixamos de fazer assim as velhas e relevantes perguntas: qual é a atual política de segurança do Rio de Janeiro que convive com milicianos, facções criminosas hegemônicas e área pacificadas que permanecem operando o crime?

Quem são os nomes por trás de toda esta cortina de fumaça, que faturam alto com bilhões gerados pelo tráfico, roubo, outras formas de crime, controles milicianos de áreas, venda de votos e pacificações para as Olimpíadas? Quem está por trás da produção midiática, suportando as tropas da execução sumária de pobres em favelas distantes da Zona Sul? Até quando seremos tratados como estadunidenses suportando a tropa do bem na farsa de uma guerra, na qual já estamos há tanto tempo, que nos faz esquecer que ela tem outra finalidade e não a hegemonia no controle do mercado do crime no Rio de Janeiro?

Mas não se preocupem, quando restar o Iraque arrasado sempre surgirá o mercado financeiro, as empreiteiras e os grupos imobiliários a vender condomínios seguros nos Portos Maravilha da cidade.

Sempre sobrará a massa arrebanhada pela lógica da guerra ao terror, reduzida a baixos níveis de escolaridade e de renda que, somadas à classe média em desespero, elegerão seus algozes e o aplaudirão no desfile de 7 de setembro, quando o caveirão e o BOPE passarem.

DEIXA O POVO TRABALHAR! PREFEITURA ALAGOANA PERSEGUE FEIRANTES

Desde as enchentes de junho, que a prefeitura de União dos Palmares, dirigida pelo prefeito Areski de Freitas (Kil), considerando que as enchentes varreram os bairros que antes eram situados nas margens do rio Mundaú, começou uma empreitada para transferir a feira popular da cidade para estas áreas destruídas. A questão é que a maioria dos feirantes não concorda, mas alguns órgãos comunicativos locais afirmam que é o mais correto a se fazer, porque a feira popular não dá espaço para os carros passarem nem deixam espaço para ver as vitrines das lojas afrescalhadas da pequena burguesia local, além de, segundo os mesmos, causar uma bagunça danada. Tudo não passa de um processo subliminar de criminalização dos trabalhadores da feira popular palmarina.

Na cidade existem inúmeros fiscais responsáveis pela cobrança de tributos municipais, são os cobradores de “chão”, ou os canalhas que exploram os feirantes palmarinos, como acontece em todas as feiras populares do estado de Alagoas. Se a feira é uma bagunça a culpa é desses bandidos, que ao invés de organizar a feira ficam cobrando propina, explorando o trabalho dos outros.

A localização da feira é um espaço privilegiado na cidade de União dos Palmares, se trata da principal avenida do município e a feira é a maior da região. Os trabalhadores que não tem condições financeiras de gastar nas lojas realizam todas as suas compras na feira, o que causa ódio aos lojistas.

Outra questão, sobre a história e os processos geográficos da região, segundo estudos realizados, as enchentes do rio Mundaú são propicias a acontecerem de dez em dez anos, nos últimos trinta anos houve exatamente três grandes enchentes, e entre estas a feira que era nas margens do rio foi transferida justamente por causa das enchentes e agora querem retroceder a feira para lá de novo. Na hipótese mais inocente, isto é, no mínimo uma grande burrice e na pior uma grande criminalização do trabalho honesto destes homens e mulheres.

Esconder a feira para aumentar o cartaz das lojas burguesas, na sociedade capitalista é assim não solucionam os problemas objetivos, como o transito e a organização da feira, mas em compensação empurram soluções superficiais como esconder a feira e varrer os problemas sociais para debaixo do tapete.


Os trabalhadores têm direito a trabalhar honestamente!

Trabalhar não é crime!

Abaixo a criminalização dos feirantes palmarinos!

A GUERRA DE COMADRES

Desde o último dia 23 de novembro, os traficantes começaram uma campanha de ataques para supostamente, segundo a PM do Rio, causar pânico as autoridades cariocas. Mas, mesmo após a empreitada das forças estatais para “acabar com o tráfico”, não tem dado resultados nenhum até o exato momento do dia 25. Nenhuma baixa de traficantes nem policiais, nenhuma prisão e menos ainda nenhuma identificação das principais lideranças criminosas.

O que percebesse é que a população está amedrontada, trancafiada em suas casas vendo a briga de dois grupos onde nenhuns dos dois lutam pelos interesses dela. Os traficantes lutam para que tudo continue como antes, pagando propina a policia e seguir traficando e subjugando a população das periferias as humilhações impostas sob o fogo de seus fuzis, a polícia quer mostrar serviço ao estado que só pensa em fazer bonito na copa e nas olimpíadas mostrando que pode e consegue liquidar a criminalidade.

Esta “guerra ao tráfico” na verdade é uma carapuça para encobrir o fascismo da polícia brasileira e criminalizar os movimentos populares que se opõem as UPP’s os acusando de cumplicidade com o tráfico. O povo não tem nada a ganhar ou perder com esta guerra de comadres, pois no fim estarão todos unidos contra o povo mais uma vez.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

GOVERNO BRASILEIRO ADMITE O QUE JÁ NÃO DAVA PRA ESCONDER


Depois que todas as pesquisas e entidades econômicas sérias denunciaram que o desenvolvimento brasileiro, que LULA tanto esbravejou, era uma fraude e após provar por “A” mais “B” que os dados governamentais eram em sua maioria um arranjo para encobrir a grande farsa econômica do suposto crescimento da indústria brasileira, quando na verdade acontece justamente o contrário, o Brasil além de não está se desenvolvendo também está perdendo indústrias nacionais e as poucas que existem importam boa parte de suas matérias primas. Agora o MDIC (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio) percebeu que não tem mais como esconder e admitiu que o país realmente vive um processo de desindustrialização acelerada.

SOBRE A CRISE E OS HEROIS DO GOVERNO LULA

Em 2008, quando a crise mais recente do capitalismo ainda estava nos primeiros passos, o presidente LULA foi para as tribunas da mídia burguesa para cacarejar o “Record” da venda do etanol brasileiro, onde milhares de homens e mulheres trabalharam num regime de semifeudalidade para produzir cerca de 5,16 bilhões de litros de etanol, foi quando o presidente mostrou suas reais posições ao afirmar que “os usineiros eram os heróis da economia brasileira”, e não os trabalhadores.

Foram várias as artimanhas que o governo utilizou para tentar manter a máscara de uma economia de país em desenvolvimento e que se sustenta sem maiores dificuldades, mas a realidade é bem outra. O aumento nas taxas de exportação e importação causou um decréscimo na industrialização nacional, esta ação só favoreceu ao capital estrangeiro e desta forma ficou mais barato comprar de outros países do que vender nossos produtos. Assim, abriu uma brecha, que já não era pequena, para a participação de empresas imperialistas no comércio brasileiro aonde todo o lucro vai para as matrizes.

A invasão de bancos estrangeiros que cada vez mais tomam conta das agências brasileiras, as indústrias nacionais fechando as portas porque não conseguem pagar as altas taxas tributárias, as concessões cada vez mais fáceis que entregam nossas terras, matas e riquezas naturais nas mãos do imperialismo, além do onguismo que vem camuflado de guardiães do meio ambiente à serviço do latifúndio estatal, só demonstram que tipo de economia modelo existe em nosso país.

“Dando corda para se enforcar.” É uma expressão popular que vem a calhar no que diz respeito ao etanol. Quando governo brasileiro decidiu investir na proposta do agro-combustível, os Estados Unidos foi o primeiro país que se comprometeu a comprar o produto. Na verdade tudo não passava de um teste, para ver se o combustível realmente iria conquistar o mercado internacional, provado sua popularidade “eco-sustentável”, os próprios americanos agora são os principais concorrentes do Brasil no mercado do agro-combustível. Atualmente existem 200 usinas de etanol nos Estados Unidos, produzidos com milho, enquanto no Brasil existem pouco mais de 400, que trabalham com a cana-de-açúcar, e mesmo assim em 2009 os norte-americanos produziram 40,1 bilhões de litros de etanol e o Brasil apenas 17,7 bilhões de litros. A resposta é simples eles possuem a melhor tecnologia, apenas estavam esperando alguém se lançar no mercado.

Os usineiros apresentam relatórios que apontam que o Brasil entre 2015 e 2016 terá lucros exorbitantes, aproximadamente 258% comparado com os resultados atuais, e cerca de 40% de toda produção será para exportação. Estes lucros não são planejados para os camponeses que são remunerados por metro de cana cortada, ou para as famílias que tiveram seus parentes mortos de insolação no meio dos canaviais, ou para aqueles que trabalham para receber em cestas básicas quinzenais ou para aqueles que nunca receberam suas garantias trabalhistas após anos se matando de trabalhar nas usinas.

DA FARSA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO AO LATIFÚNDIO DE NOVO TIPO

Uma das grandes mentiras do gerenciamento do governo LULA foi a de que a dívida externa foi liquidada. O que acontece é que há décadas o governo brasileiro vem adotando uma medida de conversão da dívida pública, desde o gerenciamento do PSDB (Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso) até o do PT (LULA e companhia), a dívida que era em dólares foi convertida para real, para os termos técnicos da União a divida só é externa se for na moeda de outro país que não o Brasil, mas mesmo em real a dívida continua aumentando a cada dia.

O PAC, plano de aceleração do crescimento, administrado por Dilma Rousseff, nasceu com a desculpa esfarrapada de impulsionar o desenvolvimento no interior do país, mas só fez mais estragos e arranjos politiqueiros. Todos os governos capachos sempre fazem um mega plano para beneficiar as oligarquias semifeudais brasileiras, o do PT foi o PAC, mas mesmo sendo lambe botas dos coronéis o PT e LULA não confia inteiramente nas oligarquias, por isso não acabou o projeto de uma vez só, planejando eleger um candidato tampão até 2014.

Na prática os dois maiores pólos indústrias do Brasil não produzem nada, pois a maior parte das peças são importadas. Exemplo, Manaus importa atualmente 80% de toda a sua produção, São Paulo já passa dos 50% e ainda esta perdendo as vendas internacionais.

Há dez anos o Brasil exportava 70% de toda sua produção, agora esta meta é de 30%, isso era para baratear os produtos vendidos internamente, mas devido a influência do capital estrangeiro os preços dos produtos nacionais não caem.

A participação das indústrias no PIB tem caído de 30,1% em 2004 para 25,4% em 2009, uma das muitas razões é o aumento das taxas tributárias e dos processos burocráticos para se manter uma empresa exclusivamente nacional.

Devido ao atraso social no campo e a crescente onda de capital imperialista no mercado brasileiro, tem surgido uma nova roupagem para o latifúndio de velho tipo, este é o agronegócio.

O que coloca o Brasil, economicamente, em situação de país agrário é o fato de a única fonte rentável do país vir dos produtos do campo, sob o julgo de relações pré-capitalistas ou semifeudais. O estado brasileiro é dependente do que é vendido nos portos, as exportações são as únicas fontes de sustentação para o modelo econômico atual. Por isso, a construção de tantos portos, estaleiros e aumento nas taxas portuárias.

As maiores empresas do agro-negócio brasileiro, na atualidade, e seus lucros no ano de 2009, são as americanas Bunge 9,747 bilhões de dólares, Cargil 8,406 bilhões de dólares, a brasileira vendida aos americanos Souza Cruz com 7,082 bilhões de dólares, a Sadia 6,495 bilhões de dólares e a americana Brasil Foods 5,9 bilhões de dólares, acontece que a Sadia pertence a Brasil Foods, logo o lucro das duas foi de 12,395 bilhões de dólares. Estes lucros obscenos são resultado de relaxamento tributário e muita mão de obra barata pelo interior do país, o que atrai as empresas imperialistas sedentas do sangue do suor do povo brasileiro.

Em troca de todas as regalias que o governo capacho oferta a estas empresas, elas retribuem abastecendo os bancos filiados a suas matrizes imperialistas.

A única forma de acabar com esta exploração de homens e mulheres, do campo e da cidade, camponeses e operários é se rebelando contra este sistema, contra este modelo que faz do nosso povo escravo. É desenvolvendo o trabalho no campo, pois é neste onde existe mais exploração, pois é aí que a grande burguesia latifundiária-burocráta-imperialista consome a maior parte das riquezas do nosso país.



Fontes: IEDI (Instituto de Estudo para o Desenvolvimento Industrial), MDIC (Ministério do Desenvolvimento Industrial e do Comércio), ÚNICA (União das Industrias da Cana de Açúcar), Revista Melhores e Maiores – Exame, Fundação Getúlio Vargas – FGV.